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Covid-19: Maduro culpa variante brasileira por nova onda na Venezuela

Após decretar uma "quarentena radical" no país, o presidente ainda afirmou que o “Brasil é uma ameaça para o mundo hoje"

Pamela Malva Publicado em 22/03/2021, às 09h30 - Atualizado às 09h40

Maduro em Caracas, fevereiro de 2021
Maduro em Caracas, fevereiro de 2021 - Getty Images

Durante pronunciamento realizado no último domingo, 21, Nicolás Maduro anunciou que a Venezuela irá entrar em uma “quarentena radical” para frear a nova onda de Covid-19 no país. Com início na segunda-feira, 22, a medida deve durar duas semanas.

"Estamos diante da presença de uma segunda onda, sem dúvida alguma”, explicou Maduro, segundo o UOL. Em seguida, o presidente afirmou que a atual crise no país está diretamente ligada à chegada da variante brasileira do Coronavírus na Venezuela.

No discurso, Maduro ainda afirmou que o Brasil “se tornou a maior ameaça do mundo em relação à pandemia do novo coronavírus”. De acordo com o presidente, “especialistas de todo o mundo” já reconheceram que o “Brasil é uma ameaça para o mundo hoje".

"É alarmante. Eu diria que é angustiante ver os relatos de São Paulo, do Rio de Janeiro e de todo o Brasil, e a atitude irresponsável da direita trumpista brasileira”, pontuou Maduro, na TV estatal. Por fim, o presidente criticou o que chamou de "atitude irresponsável de Jair Bolsonaro" em relação à pandemia no Brasil.

Em maio do ano passado, contudo, Nicolás Maduro defendeu, junto de Jair Bolsonaro, o uso da cloroquina em casos positivos de Covid-19. Antes disso, o venezuelano ainda sugeriu que os infectados utilizassem uma mistura de ervas com mel e limão para combater a doença — indicação que também gerou polêmica no país.

Jair Bolsonaro em fotografia oficial / Crédito: Divulgação

 

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 11.998.233 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 294.115 no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 123 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,7milhões de mortes.