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Donald Trump foi o maior disseminador de notícias falsas sobre a Covid-19, aponta estudo

Dos 38 milhões de artigos analisados, Trump foi citado em 37% deles

Fabio Previdelli Publicado em 08/10/2020, às 17h50

Donald Trump durante discurso
Donald Trump durante discurso - Wikimedia Commons

Segundo uma pesquisa divulgada pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump foi a pessoa que mais impulsionou publicações com informações falsas sobre a pandemia da Covid-19.

Ao todo, 38 milhões de artigos foram analisados por pesquisadores e, segundo a instituição, o presidente norte-americano é citado em 37% desses textos. O estudo ainda classificou em tópicos todos os textos que foram analisados entre 1º de janeiro e 26 de maio.

Trump aparece em dois deles: o primeiro, com 37,9%, no que se diz respeito a informações imprecisas ou deliberadamente enganosas; o segundo, com 10,3%, em artigos que alegam que o presidente americano espalhou informações incorretas sobre a doença.

“Descobrimos que as menções da mídia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no contexto da desinformação da Covid-19, constituíram de longe a maior parcela da 'infodemia', bem a frente de qualquer outro tópico”, dizem os pesquisadores de Cornell. “Concluímos que o presidente dos Estados Unidos foi provavelmente o maior impulsionador da desinformação da Covid-19”.

Porém, o estudo sugere que grande parte da mídia contribuiu para as desinformações ao “relatarem e, às vezes, amplificarem as vozes de vários atores em todo o espectro político que defenderam curas não comprovadas, negaram o que é conhecido cientificamente sobre a natureza e as origens do novo coronavírus, ou que propuseram teorias de conspiração”.