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Drogaria que vendia falsa ‘vacina’ para imigrantes é interditada em SP

Estabelecimento, localizado na zona Norte da capital, comercializava o ‘imunizante’ por RS100

Fabio Previdelli Publicado em 14/07/2021, às 10h11

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Imagem ilustrativa - Pixabay

No último domingo, 11, uma farmácia que fica na zona Norte de São Paulo foi alvo de uma operação policial. O motivo? O local estava vendendo “vacina para o tratamento da covid-19”, como o próprio estabelecimento definiu.  

As informações são da BBC, que enviou um jornalista com uma câmera escondida para registrar como funcionava a ‘vacinação’. Segundo relatado, a Drogaria Diamante, que fica na Avenida Alberto Byington, na Vila Maria Alta, cobrava R$100 pela aplicação.  

As gravações mostram diversos pacientes bolivianos sendo atendidos por uma pessoa de avental branco — na fila de ‘pacientes’ estavam uma idosa e uma mulher grávida. Porém, algumas das pessoas que tomaram o ‘imunizante’ acabaram internadas, pouco depois, em estado grave com sintomas da covid.  

Além disso, diz a BBC, uma mulher acabou morrendo por conta da doença. Com tudo isso, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária interditaram o estabelecimento; já o farmacêutico responsável pela drogaria foi preso em flagrante e teve seu registro profissional suspenso.  

Apesar do local ser aberto para todas as pessoas, os principais frequentadores do estabelecimento eram os imigrantes bolivianos — muito dos quais vivem em situações vulneráveis por estarem irregulares no país. 

Porém, é importante ressaltar que imigrantes podem se vacinar através do Sistema Único de Saúde, o SUS. Outro ponto relevante é que não existem vacinas para tratar o covid-19, como a drogaria oferecia, mas sim para prevenir a doença.