Coronavírus » Pandemia

Em discurso de Natal, Papa Francisco pede para que nações ‘compartilhem’ a vacina da Covid-19

“Diante de um desafio que não conhece fronteiras, não podemos erguer muros. Todos nós estamos no mesmo barco", disse ao criticar o chamado ‘nacionalismo da vacina'

Fabio Previdelli Publicado em 25/12/2020, às 11h50

O Papa Francisco
O Papa Francisco - Wikimedia Commons

Em tradicional mensagem de Natal nesta sexta-feira, 25, o Papa Francisco pediu para que as nações compartilhem as vacinas contra a Covid-19, pedindo para que as nações não criem muros entre si, alegando que a pandemia não reconhece fronteiras.  

Por conta das determinações sanitárias de segurança, Francisco fez seu habitual pronunciamento “Urbi et Orbi” (Para a cidade e para o mundo) de um púlpito dentro do Vaticano, ao invés da varanda central da Basílica de São Pedro, onde comumente era ouvido por dezenas de milhares de pessoas.  

“Neste momento da história, marcado pela crise ecológica e graves desequilíbrios econômicos e sociais agravados pela pandemia do coronavírus, é tanto mais importante que nos reconheçamos como irmãos”, declarou.  

O pontífice também enfatizou que a saúde é uma questão nacional, aproveitando o momento para criticar o chamado “nacionalismo da vacina”, temendo que os países mais pobres recebam a vacina por último.  

“Que o filho de Deus renove nos dirigentes políticos e governamentais um espírito de cooperação internacional, a começar pela saúde, para que todos tenham acesso a vacinas e tratamento. Diante de um desafio que não conhece fronteiras, não podemos erguer muros. Todos nós estamos no mesmo barco", declarou.  

Além do discurso de Francisco, o Vaticano anunciou que repassou cerca de 4 mil exames RT-PCR, que detectam o novo coronavírus, que foram doados pela Eslovênia, para a população carente de Roma.  

Por meio de uma nota oficial, o Instituto de Medicina Solidária agradeceu ao Papa e a seu esmoleiro, Konrad Krajewski, “por tudo aquilo que foi possível fazer” graças às suas ações “em defesa das pessoas mais vulneráveis”.