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Em meio a crise de saúde, Índia e Bangladesh devem enfrentar furacão nos próximos dias

O estrago do furacão — que pode vir a ficar mais fraco nos próximos dias — vai afetar primeiro as regiões mais pobres e vulneráveis dos países

Caio Tortamano Publicado em 19/05/2020, às 07h00

Imagens por satélite do furacão Amphan
Imagens por satélite do furacão Amphan - Divulgação

Ainda na luta contra o novo coronavírus, Índia e Bangladesh deverão se preocupar com outro grande problema: a formação de um ciclone formado no Golfo de Bengala. Chamado de Amphan, o fenômeno tem a força de um furacão de categoria 4, comum no Oceano Atlântico.

No Pacífico, entretanto, ele pode ter a categoria de um supertufão. Atualmente conta com uma velocidade de ventos que chegam a 240 quilômetros por hora, com a tendência a enfraquecer até atingir o continente pelo Rio Ganges — importante afluente indiano.

Mesmo com a diminuição de velocidade, o tufão pode ser de grande estrago, uma vez que vai atingir primeiro uma parte muito pobre desses países, com moradias precárias. O risco é ainda maior em certas regiões do rio, já que é possível haver a formação de ondas de até nove metros de altura.

Nenhum dos dois países conseguiram conter as taxas de infecção pela Covid-19 em seus territórios. A Índia possui mais de 96 mil casos e 3 mil mortes — lembrando que há grande número de casos não relatados devido a desigualdade social no país, com baixa testagem entre os mais pobres.

Já em Bangladesh a situação parece ser melhor. O país conta com 23.870 casos confirmados e 349 mortes, mas também sofre com grande pobreza e muitos dos doentes podem não ter sido contabilizados.