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EUA podem se tornar o novo epicentro da pandemia de coronavírus, alerta OMS

Segundo entidade, país tem 40% de todos os novos casos do mundo. “Há um enorme surto e que está aumentando”, diz porta-voz

Fabio Previdelli Publicado em 24/03/2020, às 12h00

Imagem ilustrativa de um teste de sangue para detectar o coronavírus
Imagem ilustrativa de um teste de sangue para detectar o coronavírus - Pixabay

Uma situação “alarmante”, foi esse termo que técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Genebra, descreveram o avanço da pandemia de coronavírus pelo mundo com base em dados recebidos durante a noite.

A entidade ainda junta informações concretas sobre o avanço da epidemia e deve publicar um relatório mais detalhado na tarde desta terça-feira, 24. No entanto, jornalista que estão na Suíça tiveram uma prévia do será anunciado após uma conversa com representantes da agência. E as perspectivas não são nada boas, tudo indica que o mundo registrará um “aumento significativo” de casos em comparação com os registrados no dia anterior.

Até a noite de ontem, 23, a OMS estimava que havia cerca de 334 mil casos confirmados e 14.5 mil mortes. Entretanto, segundo Margaret Harris, porta-voz da OMS, “devemos nos preparar para um salto importante, com base nos dados que recebemos ao longo da noite”.

A situação mais preocupante acontece nos Estados Unidos e na Europa que, juntos, devem registrar 85% de todos os novos casos. Dentre essas regiões, a situação americana é a que mais se deteriora, com um crescimento de 40%. “Há um enorme surto e que está aumentando”, diz a porta-voz.

A OMS, inclusive, já estima que os Estados Unidos podem se transformar no novo próximo epicentro de coronavírus no mundo. “Estamos vendo uma progressão muito rápida no número de casos nos EUA”, avisa Margaret. Até o momento, 35 mil pessoas haviam sido contaminadas pelo COVID-19 nos Estados Unidos.

A entidade ainda diz que os números que temos hoje sobre os casos de coronavírus no mundo não refletem a realidade, pois são, no fundo, um espelho do que era a transmissão há cinco ou seis dias.

Entretanto, ela reforça que as medidas para manter as pessoas distantes umas das outras ainda é de suma importância, e que só uma medida mais “agressiva” dos governos para testar pessoas com suspeitas, isolá-las e identificá-las pode controlar a transmissão do vírus.

Apesar de importante, Margaret Harris diz que a quarentena é apenas uma forma de “comprar tempo” para o combate do COVID-19 e que tal medida não pode ser a única a ser adotada.