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Falsos remédios que prometem 'imunidade contra coronavírus' são comercializados em Londres

"Informações incorretas como essa podem causar danos à saúde e às finanças das pessoas", alerta organização independente de verificação de fatos

Fabio Previdelli Publicado em 19/12/2020, às 12h06

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Segundo apuração da BBC do Reino Unido, algumas lojas em Londres estão vendendo falsos remédios que se dizem “impulsionadores da imunidade contra a Covid-19". Um deles, o Coronil, feito à base de ervas da Índia, é comercializado normalmente em áreas predominantemente asiáticas da capital da Inglaterra. 

De acordo com seu fabricante, o medicamento, da companhia Patanjali Ayurved, protege contra “infecções do trato respiratório”. Entretanto, testes clínicos mostram que o comprimido não oferece proteção alguma contra o coronavírus.  

Conforme explicado pela BBC, a virologista Maitreyi Shivkumar disse que o conceito de “aumentar” a imunidade não faz sentindo em termos de tratamento contra a Covid-19

“Existem muitas nuances em como nosso sistema imunológico responde ao vírus. Nós nem sabemos se o aumento da imunidade ajuda”, explica. "Não está claro o que Coronil faz com o sistema imunológico”. 

Vale ressaltar que, segundo as regras de publicidade do Reino Unido, as referências à Covid-19 e ao “aumento de imunidade” são proibidos em medicamentos. Tal alegação só pode ser feita caso um produto seja licenciado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), o que não é o caso do medicamento em questão. 

Em junho, o fundador do Patanjali Ayurved, Baba Ramdev, afirmou que o Coronil havia curado pacientes com Covid-19."Nosso medicamento resultou em 69% dos pacientes com coronavírus com teste negativo após três dias e 100% após sete dias". 

Agora, a empresa retirou a alegação de que o medicamento fosse um combatente da Covid-19. De acordo com a Full Fact, uma organização independente de verificação de fatos, "informações incorretas como essa podem causar danos à saúde e às finanças das pessoas".