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Infectados pelo coronavírus que quebraram quarentena são monitorados por tornozeleiras, nos EUA

A justiça americana determinou que três pessoas infectadas pelo Covid-19 devem utilizar o equipamento eletrônico depois de terem interrompido o isolamento

Caio Tortamano Publicado em 02/04/2020, às 06h00

Imagem meramente ilustrativa de tornozeleira eletrônica
Imagem meramente ilustrativa de tornozeleira eletrônica - Divulgação

Juízes do Kentucky, nos Estados Unidos, decidiram que três pessoas que cometeram o crime de quebrar a quarentena durante a epidemia de coronavírus devem usar tornozeleiras eletrônicas a partir de agora. Dois deles estavam diagnosticados com a doença, e o outro era parente de um dos doentes.

No dia 21 de março, um dos acometidos pelo Covid-19 saiu de casa para fazer compras. Seis dias depois, um juiz do estado decidiu que outras duas pessoas que viviam com ele deveriam usar as tornozeleiras, depois de terem se recusado a permanecer em suas residências.

A decisão ocorre durante a pior fase da doença nos Estados Unidos, que já é o país com o maior número de casos registrados em todo o mundo. Mais de 200 mil pessoas estão contaminadas com o vírus, e quase 5 mil mortes aconteceram em todo o território nacional.

Ao redor do mundo, 900 mil casos já foram confirmados e as fronteiras de diversos países — incluindo todos da América Latina — foram fechadas para tentar conter a epidemia. Ao todo, 46 mil pessoas morreram em decorrência do coronavírus.