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Líder de seita apontada como foco da disseminação do coronavírus é preso na Coreia do Sul

Suspeito de ter conduzido celebrações clandestinas durante a quarentena, fiéis da igreja do coreano correspondem a cerca de um terço dos casos no país

Caio Tortamano Publicado em 01/08/2020, às 11h40

Líder da seita Lee Man-hee durante pedido público de desculpas
Líder da seita Lee Man-hee durante pedido público de desculpas - Divulgação - Youtube

O líder de uma seita religiosa secreta foi preso por autoridades sul-coreanas. A ação aconteceu depois de uma investigação ter identificado que entidades prejudicaram a ação do governo em relação ao coronavírus, especialmente quando milhares de fiéis foram contaminados pelo vírus.

Lee Man-hee, de 88 anos, foi apontado como o fundador da Igreja de Jesus Shincheonji e teve que responder a acusações de que a igreja fazia reuniões escondidas para furar a quarentena. Além disso, eles ocultaram o fato de que alguns de seus membros tinham contraído Covid-19.

Temendo alteração de provas, o Tribunal Distrital de Suwon concedeu pedidos de prisão a Man-hee, de acordo com informações do Portal UOL. 14.336 casos de coronavírus foram registrados no país até agora, sendo mais de 5 mil somente de fiéis da igreja do homem. Ao sul do país, na cidade de Daegu, uma filial da Igreja foi considerada o maior aglomerado no território coreano.

Autoridades de saúde não têm medido esforços para tentar conter o novo vírus, com testagens em massa e quarentena, especialmente na cidade de Daegu. Desde o final de maio, porém, o problema de contaminações passou para a capital Seul, que sofre com pessoas de outros países resultando no aumento dos casos.