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Limite para 3º onda: Estado de SP bate marca de 11 mil internações em UTI por Covid-19

Apesar de índice, situação não preocupa tanto quanto anteriormente. Entenda!

Fabio Previdelli Publicado em 09/06/2021, às 10h51

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Conforme apontado pelo G1, o estado de São Paulo bateu o número de internações em UTI que havia sido apontado por João Dória como limite de uma eventual 3ª onda. O aumento da pandemia ocorre justamente algumas semanas depois das fexibilizações autorizadas em maio, porém, situação não preocupa tanto quanto anteriormente, segundo especialistas.  

Na última terça-feira, 8, o número de pacientes internados para serem tratados contra o novo coronavírus no estado atingiu a marca de 24.547 pessoas, sendo que 13.358 delas estão em enfermarias e 11.189 em leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) — o limite apontado pelo governador paulista de internações em UTI era de 11 mil pacientes. A taxa atual de ocupação representa 82% de um índice considerado como colapso do sistema de saúde.  

Mesmo assim, o crescimento não é visto como risco de um novo pico da pandemia, já que o aumento é mais lento do que foi anteriormente, apesar dos números elevados, como aponta o comitê de saúde do governo.  

"Temos hoje cerca de 12 mil pessoas internadas em enfermaria. No pico [abril], na pior fase, nós tínhamos 18 mil pessoas. É possível que dentro das próximas 2 ou 3 semanas a gente possa chegar a até 13 mil pessoas internadas [em enfermaria]”, previu João Gabardo, secretário executivo do Centro de Contigência da Covid, em 19 de maio. 

“Hoje [19 de maio] temos em torno de 10 mil pessoas internadas em leitos de UTI. Tivemos no período mais dramático, 13 mil pessoas em leitos de UTI. Estamos projetando até, no máximo, chegar a 11 mil pessoas internadas em leitos de UTI", completou. Como aponta os números citados no início desta matéria, as previsões se confirmaram.  

Apesar de alarmante, o índice não apresenta uma perspectiva de colapso, explica Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência, em entrevista ao G1. "A curva de proporção de aumento de internações hoje é muito distinta da que vimos de fevereiro até abril”, diz. 

“Naquele período, chegamos a ter até 3% de aumento em novas internações de um dia para o outro. Hoje, temos um aumento progressivo de cerca de 0,5% ao dia. Ou seja, um aumento muito mais lento”, completa Menezes

Sobre a Covid-19 

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil já registrou um total de 17 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 477 mil no país.   

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.   

De lá pra cá, a doença já infectou 174 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,75 milhões de mortes, sendo mais de 477 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morreram por complicações da Covid-19.