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Inovador mapa mostra que poluição atmosférica na Itália diminuiu devido ao surto de coronavírus

Imagens de satélite apontam que de fevereiro a março menos dióxido de nitrogênio foi parar na atmosfera, coincidindo com a época da epidemia

Vanessa Centamori Publicado em 16/03/2020, às 09h00 - Atualizado às 09h40

Dados de satélite mostram as emissões de dióxido de nitrogênio no norte da Itália em 24 de fevereiro (esquerda) e 8 de março
Dados de satélite mostram as emissões de dióxido de nitrogênio no norte da Itália em 24 de fevereiro (esquerda) e 8 de março - Divulgação/Twitter

Na Itália, o número de casos do coronavírus alcançou mais de 24 mil, com cerca de 3,5 mil deles registrados só entre o último sábado e domingo, segundo o Departamento de Proteção Civil do país. Cientistas descobriram agora que esse cenário alarmante faz com que as emissões de gases poluentes na atmosfera diminuam consideravelmente.

Isso foi registrado em um mapa feito por meio de imagens de satélite, que mostram que a quantidade de emissões de dióxido de nitrogênio em março caíram muito em comparação com fevereiro ( quando ainda a pandemia não tinha se espalhado pela Itália). 

Acontece que, perante a situação preocupante, o governo italiano restringiu as viagens a todo o país, a começar pelo no norte da Itália (considerado o epicentro da pandemia). A poluição emitida pelas aeronaves que costumavam realizar os voos, então, deixou de ser liberada. 

Dados de satélite mostram as emissões de dióxido de nitrogênio no norte da Itália em 14 de fevereiro (esquerda) e 4 de março / Crédito: Divulgação/Twitter 

 

Além disso, o governo italiano restringiu setores inteiros da economia, fechando e utilizando menos energia, o que também diminuiu emissões de gases poluentes, como o  dióxido de nitrogênio. 

O autor das fotos, que revelam esse cenário, Santiago Gassó, pesquisador de ciências atmosféricas da NASA, escreveu em um tweet que os dados ainda precisam ser verificados formalmente. Porém ele está confiante em seus resultados.” Nas últimas 48 horas, os colegas pesquisadores têm postado tendências similares de outros sensores, e mesmo essa manhã a ESA (Agência Espacial Europeia) exibiu um vídeo confirmando o que eu apontei. Então, de fato, a tendência parece real”, contou Gassó, ao site Gizmodo