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Médico que participou de testes de da vacina de Oxford comenta sobre a fase vermelha em São Paulo

A cidade que vive seu recorde de mortes a adotará medidas mais restritivas a partir de amanhã, mas de que forma isso impactará na pandemia?

Alana Sousa Publicado em 05/03/2021, às 17h45

Brasileiros se protegem do vírus com máscaras
Brasileiros se protegem do vírus com máscaras - Getty Images

No último dia 3 de março, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou que a cidade viverá durante duas semanas a fase vermelha, composta por restrições que buscam evitar novas infecções pela Covid-19.

Passando pelo auge de mortes e novos casos, a nova etapa, que terá início no próximo sábado, 6, permitirá que apenas serviços essenciais fiquem abertos, como mercados, farmácias e padarias, ainda em uma capacidade reduzida.

Em entrevista à Aventuras na História, durante uma live no Instagram,  Fabio Jennings comentou sobre os impactos das medidas do governador para a metrópole brasileira. “Os estudos da Nova Zelândia, Espanha, Alemanha com lockdown, mostram que os resultados vem em torno de 3 semanas”.

Já em são Paulo, com um lockdown parcial, o tempo pode ser maior. “O decreto de mudar de fase é de acordo com a lotação dos hospitais, uma média de 80% de ocupação em hospitais particulares, e 90% a 100% em hospitais públicos”.

O estudioso também afirma que as políticas públicas dificultam a queda do número de casos e mortes. “Não temos estratégia nacional, e sim local”, explica Fabio. O plano é similar ao dos Estados Unidos, que dificulta estudos e apresenta os dados mais dramáticos de todo o mundo.

Fabio Jennings é assistente doutor da Disciplina de Reumatologia da Unifesp, coordenador da Comissão de Coluna Vertebral da Sociedade Brasileira de Reumatologia e médico reumatologista do Hospital Albert Einstein. Fabio também é um dos profissionais que participou dos testes iniciais da vacina de Oxford no último ano.

Coronavírus no Brasil e no Mundo

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 10.793.732 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 260.970 no país. 

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano. 

De lá pra cá, a doença já infectou 115.618.088 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2 milhões de mortes, sendo mais de 250 mil delas apenas no Brasil, que está no terceiro lugar entre os países onde mais pessoas morreram por complicações da Covid-19.