Coronavírus » África

Mesmo enfrentando resistência aos imunizantes, países da África receberão milhões de doses de vacinas em breve

A aliança global que promove o acesso às vacinas, pretende enviar mais de 300 milhões de doses às nações africanas e imunizar mais da metade da população

Pamela Malva Publicado em 04/02/2021, às 16h30

Imagem meramente ilustrativa de enfermeira com vacina
Imagem meramente ilustrativa de enfermeira com vacina - Divulgação/Pixabay

Na última quarta-feira, 03, a COVAX, aliança global que visa garantir acesso às vacinas contra o Coronavírus, divulgou a previsão de distribuição de 337 milhões de doses do medicamento para nações ao redor do mundo. Segundo o documento, quase 89 milhões de unidades serão enviadas para 47 países africanos.

O continente ainda garantiu mais 1 bilhão de doses de diversas vacinas, de acordo com Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul. Nesse sentido, 700 milhões de frascos serão doados pela COVAX e outros 300 milhões virão da União Africana.

O problema, no entanto, é que diversos grupos espalhados pela África são contrários à imunização, principalmente em países humildes ou com comunidades tradicionais. Na África do Sul, por exemplo, diversas teorias da conspiração tentam invalidar a vacinação.

O governo do país sul-africano, inclusive, já garantiu um milhão de doses da vacina Oxford/Astrazeneca vindas da Índia por US$ 5,25 a unidade (o Brasil, por sua vez, pagou US$ 3,16 pelo mesmo imunizante). Outras 500 mil doses ainda devem chegar até o fim do mês. O plano de vacinação, dessa forma, deve começar em breve.

Imagem meramente ilustrativa de vacinas contra o Coronavírus / Crédito: Wikimedia Commons

 

As datas do início das campanhas dependem de cada uma das províncias do país e os profissionais de saúde serão os primeiros imunizados. Nesse sentido, 340 mil dos 1,3 milhão de trabalhadores da área já fizeram seu cadastro para entrar na fila de espera.

No total, segundo seu presidente, a África do Sul espera receber 12 milhões de doses através da COVAX (sendo que 2 milhões chegam até março), enquanto outras 9 milhões de doses serão fabricadas pela Johnson & Johnson no território. Além delas, mais 20 milhões de doses da Pfizer devem ser entregues ao governo entre abril e junho.

Depois dos especialistas na área da saúde, outros profissionais de serviços essenciais e idosos acima dos 60 anos serão imunizados. Não se sabe ao certo, contudo, quando será iniciada a vacinação do resto da população, mesmo que o país estime que irá imunizar 67% de seus habitantes (cerca de 40 milhões de pessoas) ainda este ano.

Quanto ao resto do continente, nações como Seycheles, Egito, Marrocos, Guiné e Ilhas Maurício já iniciaram suas campanhas de vacinação. Nesse sentido, a meta africana, como um todo, é imunizar 60% de sua enorme população o mais rápido possível.