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Múmia de 2.400 anos protege região da Sibéria contra o coronavírus, afirma deputado regional

Para os arqueólogos, há a suspeita de que ela tenha sido uma curandeira ou sacerdotisa, fazendo com que a população de Altai e o político Yerzhanat Begenov acreditem em uma proteção divina

Nicoli Raveli Publicado em 20/04/2020, às 14h30

Múmia datada do século 6 a 3 a.C
Múmia datada do século 6 a 3 a.C - Divulgação

Diversos países foram atingidos devido à pandemia. Entretanto, isso não parece fazer parte da rotina dos moradores da região de Altai, na Sibéria, onde, até o momento, nenhum caso do novo coronavírus foi detectado. Segundo os próprios cidadãos, o motivo está ligado a proteção de uma múmia antiga que está localizada em um museu na capital Gorno Altaisk.

De acordo com o jornal Moscow Times, a múmia foi encontrada em 1993 na região do Permafrost, em seu cemitério original. Acredita-se que o cadáver, conhecido como princesa de Altai, pertencia a tribo Pazyryk, datada do século 6 a 3 a.C..

Além disso, seu passado também gira em torno de outro mistério. Para os arqueólogos, há uma suspeita de que ela tenha sido uma curandeira ou sacerdotisa, já que ela foi enterrada com seis cavalos e diversos ornamentos.

A partir da descoberta, os habitantes passaram a acreditar que a Donzela de Gelo oferece proteção divina, inclusive contra a Covid-19. Segundo Yerzhanat Begenov, deputado regional, o isolamento do local foi precoce, o que fez com que nenhum dos 220 mil habitantes se contaminassem. Todavia, ele também afirmou que a região era única devido a proteção da princesa múmia.

“Nós temos proteção. O povo Altai cultua a múmia, nós a valorizamos. Quando a múmia foi levada para Novosibirsk, tivemos um terremoto aqui, e eles disseram que aconteceu porque a múmia foi levada, não deveríamos ter tocado nela”, comentou Begenov.