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Mutação pode tornar novo coronavírus mais infeccioso, diz estudo

Segundo pesquisadores, variação pode explicar o motivo de regiões serem mais afetadas que as outras

Fabio Previdelli Publicado em 15/06/2020, às 15h50

Imagem ilustrativa de uma pessoa usando máscara
Imagem ilustrativa de uma pessoa usando máscara - Pixabay

De acordo com especialistas da Scripps Research, uma nova mutação do novo coronavírus pode aumentar significativamente sua eficácia em infectar células. Isso, segundo a pesquisa, pode explicar o motivo do surto ter sobrecarregado os sistemas de saúde de algumas regiões mais do que as outras.

Os pesquisadores explicam que a mutação, que ganhou o nome de D614G, tem um número maior de “espigões” do coronavírus, o que lhe dá seu formato único. E esses espigões seriam justamente a parte que permite o vírus se ligar às células e infectá-las.

"O número — ou densidade — de espigões funcionais no vírus é 4 ou 5 vezes maior devido a esta mutação", explicou Hyeryun Choe, um dos autores do estudo. Entretanto, apesar da descoberta, os especialistas não sabem dizer se a mutação afeta, ou não, a gravidade dos sintomas ou a aumenta a taxa de mortalidade do vírus.

Com isso, a equipe explica que mais pesquisas precisam ser feitas para confirmar as conclusões que foram obtidas em experimentos usando tubos de ensaio. Porém, sabe-se que estudos anteriores já evidenciavam que a SARS-Cov-2 está evoluindo conforme se adapta ao organismo de hospedeiros humanos.

Assim, a D614G foi sinalizada como uma preocupação urgente, pois parece emergir como uma mutação predominante. Atualmente, o estudo da Scripps Research, que foi divulgado na última sexta-feira, 12, está em analise na comunidade científica.