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Na Grécia, incêndio quase destrói completamente campo de refugiados

O incidente aconteceu após protestos pela morte de uma imigrante iraquiana que tinha ido ao hospital com os sintomas da COVID-19 e nunca mais voltou

Paola Churchill Publicado em 20/04/2020, às 11h00

Imagem do campo para refugiados na Grécia
Imagem do campo para refugiados na Grécia - Parlamento Europeu

Na Ilha de Chios, na madrugada do último sábado, 18, aconteceu um incêndio em um dos maiores campos de refugiados na Grécia. O incidente ocorreu após protestos pela morte de uma imigrante iraquiana que havia sido levada para o hospital com alguns sintomas da COVID-19, mas o resultado deu negativo — porém, a mulher nunca mais voltou. 

A manifestação destruiu estruturas e fez com que várias pessoas perdessem seu lar. Entre os estragos estão: instalações dos serviços europeus de asilos, uma das cantinas e alguns barracões de armazenamento de suprimentos.

As autoridades ainda avaliam os danos, mas sabe-se que muitas pessoas foram afetadas — pois tiveram suas moradias incendiadas. A Organização das Nações Unidas (ONU) fez novas doações de barracões, que já foram colocados para o uso imediato.

O secretário do Ministério da Imigração, Manos Logothetis, disse que o fogo começou no Campo de Vial. Segundo a agência grega ANA, a polícia informou que três homens, dois do Afeganistão e outro do Iraque, foram presos durante a confusão. 

Os campos de refugiados na Grécia, assim como boa parte do mundo, estão em isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus, os oficiais da região tentam manter os ocupantes do local separados dos moradores do país.

Cotonavírus na Grécia e no mundo

Em território grego, a doença já matou mais de 114 pessoas e outras 67 estão internadas em estado grave. O número de infectados no país chega a 2.235 cidadãos. Pelo mundo, o número de confirmados com a doença chega a 2.416.135 de infectados e 165.935 vítimas fatais.