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No Reino Unido, crianças são acometidas por síndrome rara após serem infectadas pela Covid-19

Por lá, aproximadamente 100 crianças são internadas por semana

Fabio Previdelli Publicado em 08/02/2021, às 10h00

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Uma síndrome rara vem preocupando pais e mães no Reino Unido. Isso porque, semanas após seus filhos serem infectados pelo novo coronavírus, os pequenos estão indo parar no hospital por serem acometidos por outra doença. As informações são do The Guardian.  

A enfermidade em questão é a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), um conjunto de reações que vem afetando o sistema imunológico das crianças.

Durante os primeiros meses da pandemia no Reino Unido, no primeiro semestre do ano passado, o quadro já era conhecido, porém, agora, com o país tendo um aumento recorde no número de casos por Covid-19, a SIM-P também vem aparecendo com maior intensidade.  

Entre os sintomas da síndrome estão: febres persistentes de até 40 graus, pressão sanguínea muito baixa, dores abdominais e manchas na pele. Além disso, em casos mais graves, a doença em crianças pode evoluir para uma infecção generalizada.

Apesar dos sintomas parecidos com outras enfermidades, como a doença de Kawasaki, por exemplo, um estudo mais amplo permitiu concluir que essa nova doença possui correlação com os casos de coronavírus.  

Segundo os médicos, as reações da SIM-P aparecem cerca de um mês depois do diagnóstico positivo para a Covid-19, independente se a criança apresentou um quadro de infecção mais grave ou se foi assintomática.

Outro dado importante é que quase 4 entre 5 delas eram saudáveis e não apresentavam condições preexistentes.  

Até o momento, estima-se que uma a cada 5 mil crianças desenvolva essa nova doença após serem acometidas pelo coronavírus. Apesar de não parecer, o número de novas internações preocupa.

Em março de 2020, quando o país viveu sua primeira onda, cerca de 30 crianças eram hospitalizadas por semana com a SIM-P. Hoje, entretanto, esse número mais que triplicou, estando por volta dos 100 casos semanais.