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OMS aprova vacina da Johnson & Johnson, a primeira de dose única

Além de permitir o uso emergencial do novo imunizante, o órgão ainda validou sua implantação na aliança mundial de vacinas

Pamela Malva Publicado em 12/03/2021, às 16h30

Imagem meramente ilustrativa de vacinas
Imagem meramente ilustrativa de vacinas - Divulgação/Pixabay

Na última quinta-feira, 11, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) autorizou o uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Janssen (Johnson & Johnson). Agora, nesta sexta-feira, 12, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também aprovou o uso emergencial do medicamento, que promete imunização total com apenas uma dose.

Além da liberação da nova vacina, a OMS ainda permitiu sua implementação no consórcio mundial de imunizantes, a Covax. Com isso, a aliança já assinou a compra de 500 milhões de doses do medicamento — que, esperançosamente, serão distribuídas de forma ampla para países mais pobres ao redor do mundo, segundo o UOL.

Ocupando o principal cargo da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus comemorou a aprovação de mais uma vacina. "Cada nova ferramenta segura e eficaz contra a covid-19 é mais um passo para controlar a pandemia”, disse o diretor-geral do órgão.

Quanto à maior preocupação sobre o novo medicamento, que diz respeito ao seu armazenamento, a OMS explicou: "Embora a vacina precise ser armazenada a -20 graus, o que pode ser um desafio em alguns ambientes, ela pode ser mantida por três meses a -8°C e tem uma longa vida útil de dois anos".

Agora, a organização mundial deve convocar, ainda na próxima semana, o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização para redigir as recomendações acerca da nova vacina. A expectativa, então, é que o imunizante com dose única facilite “a logística da vacinação em todos os países”, segundo a OMS.