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Palestina anula acordo que previa o recebimento de um milhão de doses de vacinas vindas de Israel

Ibrahim Melhem, porta-voz do Governo, disse que após o recebimento de lotes do imunizante, “descobrimos que não estão em conformidade com as características do acordo”

Redação Publicado em 19/06/2021, às 08h48

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Na última sexta-feira, 18, o acordo que previa o recebimento de um milhão de doses de vacinas vindas de Israel contra o novo coronavírus foi anulado pela Autoridade Palestina. De acordo com informações do UOL, isso se deu pelo fato dos imunizantes estarem “prestes a expirar”. 

"Depois de uma análise por parte das equipes técnicas do Ministério da Saúde do primeiro lote de vacinas da Pfizer entregues por Israel nesta noite (...), descobrimos que não estão em conformidade com as características do acordo", explicou em coletiva de imprensa Ibrahim Melhem, porta-voz do Governo.  

Apesar de destacar que cerca de 90 mil doses de imunizantes foram entregues, Ibrahim foi enfático ao dizer que “o Governo se recusa a receber vacinas prestes a expirar”, informou a agência de notícias AFP. 

Anteriormente, Israel havia dito que o acordo previa que um milhão de suas próprias doses da vacina Pfizer, que estavam prestes a expirar, seriam transferidas à Autoridade Palestina. Além disso, o governo cederia “a mesma quantidade de doses” quando as recebesse do laboratório americano.  

Conforme informou a AFP, doses da Pfizer marcadas com a inscrição “junho de 2021” viralizaram nas redes sociais.  

O ministério da Saúde palestino informou que havia aprovado o acordo para “acelerar a campanha de vacinação e alcançar a imunidade coletiva”, e que isso se referia unicamente a uma iniciativa da Pfizer que transferiria doses de Israel à Autoridade Palestina.  

Melhem informou que, agora, o governo de seu país espera que farmacêutica forneça a quantidade de vacinas que foram pedidas. Porém, não informou um data para isso acontecer.