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Pandemia de coronavírus está mudando o mercado de drogas ao redor do mundo

Segundo a ONU, as medidas de contenção devido ao novo vírus interromperam drasticamente as rotas de tráfico

Penélope Coelho Publicado em 07/05/2020, às 09h56

Imagem ilustrativa de drogas ilícitas
Imagem ilustrativa de drogas ilícitas - Pixabay

O Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, UNODC, publicou um relatório sobre a produção, consumo e rotas de drogas ilícitas no mundo. Segundo o documento, a pandemia de coronavírus suspendeu diversos caminhos do tráfico, por via aérea e por terra, devido ao fechamento de muitas fronteiras.

"Algumas cadeias de abastecimento de drogas foram interrompidas e os traficantes estão procurando rotas alternativas, incluindo rotas marítimas, dependendo dos tipos de contrabando de drogas.", explicou a instituição.

De acordo com a ONU, drogas sintéticas como metanfetamina, tendem a serem transportada por aviões, ou, helicópteros: "portanto, é provável que as restrições às viagens aéreas tenham um efeito particularmente drástico nessa carga ilegal", afirmou.

O mesmo vem acontecendo com drogas como a cocaína e heroína, aparentemente, a produção de maconha é a única que não está sofrendo queda, já que os produtores não dependem de grandes redes de narcotráfico.

Consumo e perigos

Na Europa, Ásia e América do Norte, as autoridades locais constataram uma queda na produção e consumo de heroína, segundo a Organização das Nações Unidas, essa escassez pode resultar em um consumo de substâncias ainda mais nocivas, com a possibilidade de um impacto drástico.

Para a ONU, as consequências econômicas causadas durante a pandemia de coronavírus "podem levar à transformação duradoura e profunda dos mercados de drogas.”.

Brasil

Em solo brasileiro, a instituição constatou um aumento no preço das substâncias ilícitas devido à diminuição acentuada da produção, algo que está acontecendo devido às restrições em uma tentativa de controlar a pandemia de coronavírus.

Covid-19 no mundo

A nível global, o Sars-Cov-2 já provocou mais de 260 mil mortes, infectou cerca de 3,7 milhões de pessoas e mais de 1,1 milhões de pacientes já se recuperaram da doença causada pelo vírus, em 195 diferentes países.