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Eduardo Bolsonaro compara coronavírus com catástrofe de Chernobyl

A partir da declaração proferida no Twitter pelo deputado, uma crise diplomática acabou se insurgindo entre o Brasil e a China

Gabriel Fagundes Publicado em 19/03/2020, às 08h03

Eduardo Bolsonaro, o Zero 3, atribuí ao chineses a culpa pela propagação do coronavírus
Eduardo Bolsonaro, o Zero 3, atribuí ao chineses a culpa pela propagação do coronavírus - Wikimedia Commons

Mesmo a China sendo o maior parceiro comercial do Brasil, ela não ficou imune às acusações proferidas ontem, quarta-feira (18), pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Twitter.  Pois, segundo o que ele publicou na rede social, o país é responsável pelo grande surto mundial do coronavírus.

Com isso, Eduardo decidiu associar a doença que atingiu todos os continentes com o catastrófico acidente nuclear de Chernobyl, ocorrido na antiga União Soviética, nos dias 25 e 26 de abril de 1986 — que foi documentado em 2019 numa série televisa. Escreveu: "Quem assistiu Chernobyl vai entender o que ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa. Mais uma vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas que salvaria inúmeras vidas”.

Diante do exposto, sobreveio uma crise diplomática com os chineses, onde embaixador no Brasil, Yang Wanming, condenou fervorosamente a declaração do deputado, respondendo: “A parte chinesa repudia veementemente as suas palavras, e exige que as retire imediatamente e peça uma desculpa ao povo chinês. Vou protestar e manifestar a nossa indignação junto ao Itamaraty e a Câmara dos Deputados”.

E mais: a Embaixada da China afirmou que os escritos de Eduardo “são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos. Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental, que está infectando a amizades entre os nossos povos”.