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Para a Igreja Universal, água, sabão e álcool gel são suficientes para conter o coronavírus

Contra as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para evitar aglomerações, a igreja continuou com seus cultos e pregações

Gabriel Fagundes Publicado em 18/03/2020, às 14h30

Culto dentro do Templo de Salomão, em São Paulo
Culto dentro do Templo de Salomão, em São Paulo - Divulgação

Ontem, terça-feira, 17, no Templo de Salomão, propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo Edir Macedo minimizou os tais vales da morte que tem rondado a vida dos cidadãos brasileiros com a propagação do coronavírus. Para ele toda essa história da pandemia é culpa do demônio.

O pastor que estava na presidência do culto era Guilherme Grando, que contrariou as ordens do Ministério da Saúde para evitar aglomerações, e declarou: "Não vamos fechar. Nem em guerra se fecha igreja ou hospital. Enquanto for permitido, ficaremos abertos. Hoje temos três encontros por dia, podemos fazer oito, dez, menores, dentro do limite exigido. Nossa resposta pode ser mais, não menos encontros".

Apesar disso, tanto água, quanto sabão e álcool gel foram distribuídos para os fiéis assim que entravam no templo, e houve também uma mudança no rito: era para evitar o contato físico, o aperto de mãos, as rodas de orações e uma reza denominada de Propósito que também haveria a necessidade de toques.

Embora tenha sido feita essas mínimas precauções, Grando é enfático ao dizer: "Eu respeito à medicina. Claro que sim. Vou aos hospitais e vejo o incrível trabalho que eles fazem", "mas o último recurso de todos não é da medicina. Ele é o milagre. E quem explica o milagre? Deus. O segredo para o milagre é a obediência à vontade de Deus".