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Pecados de pacientes identificados com coronavírus serão perdoados pelo Vaticano

O Supremo Tribunal da Penitenciária Apostólica estabeleceu indulgência às vítimas da doença e a quem esteja cuidando dos doentes

Penélope Coelho Publicado em 20/03/2020, às 12h29

Papa Francisco no Vaticano
Papa Francisco no Vaticano - Getty Images

Nesta sexta-feira, 20, o Supremo Tribunal da Penitenciária Apostólica, corte do Vaticano responsável pela regulação das indulgências, determinou que os pecados de pacientes infectados pelo coronavírus sejam perdoados.

Na doutrina católica, a indulgência é a remissão de todo mal causado como consequência do pecado. A medida foi decretada através de uma publicação do Tribunal, e também vale para médicos, enfermeiros, operadores sanitários, familiares de vítimas e a qualquer um que cuide dos enfermos, inclusive através da oração.

O decreto diz o seguinte: "Concede-se a indulgência plenária aos fiéis afetados pelo coronavírus, submetidos a regimes de quarentena por ordem das autoridades sanitárias nos hospitais ou em suas próprias casas se, desapegados de qualquer pecado, se unirem espiritualmente através de meios de comunicação à celebração da Santa Missa, à recitação do Santo Rosário, à prática da Via Crucis ou a outras formas de devoção, ou se ao menos recitarem o Credo, o Pai Nosso e uma invocação à Virgem Maria, oferecendo essa prova em espírito de fé em Deus e de caridade com os irmãos, com a vontade de cumprir as condições usuais assim que for possível". 

O isolamento obrigatório imposto pelos governos ao redor do mundo, impossibilita que os fiéis da igreja recebam os sacramentos de costume. No entanto, a indulgência oferece um perdão total dos pecados de pacientes e pessoas que estejam ajudando no combate do novo vírus.