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Por decisão unânime, Anvisa nega pedido de importação da vacina Sputnik contra Covid-19

Após análises, a agência reguladora apontou riscos e falta de dados. Entenda!

Penélope Coelho Publicado em 27/04/2021, às 07h28

Imagem meramente ilustrativa de vacinas
Imagem meramente ilustrativa de vacinas - Divulgação/Pixabay

De acordo com informações publicadas na noite de ontem, 26, pelo portal de notícias G1, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autorizou o pedido excepcional para importação da vacina russa Sputnik V, contra a Covid-19.

Segundo revelado na publicação, a decisão foi unânime e aconteceu após mais de cinco horas de debate. A agência reguladora apontou diversos motivos para negar o pedido de 14 estados para a importação emergencial de quase 30 milhões de doses do imunizante. 

De acordo com a Anvisa, a agência não recebeu o relatório técnico que comprova que a Sputnik V cumpre os padrões técnicos exigidos, além disso, informou que não teve acesso ao relatório dos países que já aplicam essa vacina.

A Anvisa informou ainda que análises no imunizante apontaram falhas de segurança desenvolvidas por problemas de fabricação, o que pode afetar quem receber tal vacina, já que a falha pode causar doenças.

Sabe-se que no mês de abril, a Gerência de Inspeção e Fiscalização enviou membros da Anvisa para Rússia, a fim de que os profissionais visitassem os locais onde a vacina é fabricada, contudo, só conseguiram averiguar três dos sete locais.

Segundo a agência reguladora, houve uma tentativa de cancelamento da inspeção presencial por parte do Fundo Russo e não foi possível identificar os fabricantes da matéria prima da Sputnik V.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 14,4 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 392 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.