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Possíveis casos de coronavírus na Coreia do Norte preocupa países aliados

Apesar de Kim Jong Un afirmar de que está tudo bem, Rússia e Estados Unidos duvidam sobre a real situação

Wallacy Ferrari Publicado em 18/03/2020, às 11h41

Montagem com Kim Jon-Un e uma representação gráfica do COVID-19
Montagem com Kim Jon-Un e uma representação gráfica do COVID-19 - Getty Images

Com todo o bloqueio de comunicação externa e isolamento civil, a Coreia do Norte se mantém como o país com maior mistério em relação ao coronavírus. Sem divulgar nenhum dado esclarecedor sobre a atuação do COVID-19 no território norte-coreano, Kim Jong-Un afirma que o país consegue se manter consegue livre da pandemia.

A única ação que levantou alguma suspeita sucinta em relação a possível chegada do vírus no país foi a imposição da quarentena de 10 mil pessoas, que até 9 de março, quando a imprensa ocidental tomou conhecimento da medida, já durava um mês, porém, com 40% das pessoas submetidas já liberadas por ausência de sintomas.

O controle dessas 10 mil pessoas foi feito devido a um voo com 80 estrangeiros. De acordo com o órgão de saúde estatal, essas 80 pessoas podem ter desencadeado um possível contágio gradativo das 10 mil analisadas. Apesar da medida de precaução, nenhum dos estrangeiros do voo russo tinham a doença confirmada.

Outra medida protetiva tomada pelo governo foi tomada no início da propagação internacional do coronavírus, em janeiro, quando Kim determinou o fechamento das fronteiras, interrompendo o fluxo de comércio legal e turismo no país. A medida foi tomada por reconhecer que o sistema de saúde é limitado e não suportaria uma pandemia.

Porém, outros países que possui intensa relação diplomática com a Coreia do Norte, como a Rússia e os Estados Unidos, desconfiam das afirmações de Kim. Comandante das forças estadunidenses no país, Robert Adams estranhou a interrupção da atividade militar norte-coreana. “As peças usadas na pesquisa foram coletadas no mar e já tinham cerca de 40 anos quando analisadas”, afirmou Abrams em videoconferência.

A Rússia já prevê alguma necessidade de ajuda humanitária e se apressa para enviar suprimentos médicos, visto que a má administração da saúde do país deixou 40% da população da Coréia do Norte com problemas de desnutrição e vulnerabilidade a doenças infectocontagiosas.