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Primeiros casos de Coronavírus são registrados na Faixa de Gaza

Com dois casos confirmados, a propagação do vírus na região pode ser catastrófica

Paola Churchill Publicado em 23/03/2020, às 12h01

Região da Faixa de Gaza
Região da Faixa de Gaza - Wikimedia Commons

Com dois milhões de pessoas, os primeiros casos do coronavírus na Faixa da Gaza foram detectados. O porta voz do ministério da saúde, Ashraf Al Qodra, afirmou que o governo local está tomando todas as medidas necessárias para conter a propagação da doença, pois devido a grande densidade populacional e a  falta de infraestrutura sanitária básica, as consequências podem ser catastróficas. 

Há mais de uma década sob bloqueio israelense, não havia casos confirmados até agora. Entretanto, no último domingo, 22, o Ministério da Saúde local anunciou que dois palestinos de 30 anos, que estavam voltando do Paquistão, foram contaminados.

Os doentes foram isolados em centro de quarentena próximo ao Egito, e informações do ministério garantem que o quadro de saúde de ambos está estável. Pouco depois dos primeiros diagnósticos positivos no local, uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou à região.

Existe uma superlotação nessa pequena faixa entre Israel, Egito e Mar Mediterrâneo. Por ser um espaço fechado, se a pandemia não for contida, as consequências podem ser gigantescas. Para conter a propagação, o governo decretou que aglomerações são proibidas, que as escolas deveriam ser fechadas e as pessoas entrassem em quarentena e ficassem em suas casas.

As últimas informações sobre a disseminação da doença, informam que mundialmente,14.623 pessoas morreram por conta do COVID-19 e mais de 335 mil pessoas foram contaminadas.