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Quais são os cinco tipos de vacina contra covid-19 no Brasil e o que falta para ficarem prontas?

As fases de análise clinica de ambas as medicações já avançam — mas devem cumprir todos os requisitos para proporcionar segurança

Wallacy Ferrari Publicado em 28/10/2020, às 15h21

Imagem ilustrativa de pessoa sendo vacinada com injeção no braço
Imagem ilustrativa de pessoa sendo vacinada com injeção no braço - Pixabay

A incessante procura por uma vacina que possa combater a covid-19 se tornou palco das principais discussões sobre saúde no mundo, passando a ser uma pauta cotidiana em laboratórios farmacêuticos, centros de pesquisa e instituições de ensino.

Buscando encontrar a solução mais segura e eficiente, somado aos custos de distribuição e aplicação, diversas pesquisas visando a cura da doença já estão em progresso.

Com o custo global estimado em U$ 8,8 trilhões — de acordo com o Banco Asiático de Investimento —, a possibilidade de buscar a vacina pode não apenas reduzir custos da sociedade com pesquisas e adaptações para o “novo normal”, mas também diminuir a curva de infecção e possibilitar a continuidade das atividades presenciais.

O médico, infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do IBCC Oncologia, Dr. Antonio Marcos Cyrillo, explica que, no Brasil, cinco vacinas estão em fase de testes clínicos; Pfizer/BioNTech, AstraZeneca/Oxforfd, CoronaVac/Butantan, Sputnik/Gamaleya e Moderna, sendo algumas das 44 candidatas registradas pela OMS em todo o planeta.

A importância das fases de estudo

As três primeiras fases apresentam uma característica em específico; são etapas do estudo onde a vacina ainda não é comercializada ou distribuída, sendo usada para testes regrados e com amostras de pacientes pré-selecionados. A primeira fase, contando com um número de voluntários entre 20 e 100 é sempre realizada com voluntários sadios para uma avaliação de segurança e tolerabilidade.

Imagem meramente ilustrativa da pandemia de coronavírus / Crédito: Pixabay

 

Nas fases 2 e 3, os números de voluntários aumentam, sendo de 100 a 500 na segunda etapa e 1000 a 5000 na terceira. Enquanto a segunda é responsável pelos dados de eficácia e dados adicionais de segurança, a terceira procura os ajustes finais para garantir a segurança com base nas duas primeiras fases, além de começar a variar as populações e dosagens.

A quarta fase não se restringe aos testes laboratoriais, iniciando a aplicação em grupos maiores que 5 mil pessoas e, inclusive, de pacientes doentes, buscando dados sobre efeitos e interações com outros medicamentos. Caso comercializado, os estudos prosseguirão na fase 4, com registros de contrarreações e ajustes de eficácia e segurança.

Disponível para a população

A disponibilização para a população deve passar pelas quatro fases e, principalmente, darem o efeito desejado em relação ao grupo que teve a vacina placebo inserida. Com as informações científicas de ambas as etapas, os dados devem ser passados para órgãos reguladores de cada uma das regiões de circulação — no caso do Brasil, é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Visto que nenhuma no mundo ainda apresentou a segurança necessária para garantir a eficácia necessária para circular, todas as 44 vacinas registradas pela OMS ainda estão entre as fases 1, 2 e 3 de acordo com relatório divulgado pela instituição em 19 de outubro. Em etapa pré-clínica, no entanto, há mais de cem que analisam a possibilidade de testes e avaliações de desempenho clínico.

Apesar dos altos números de pesquisas, o Dr. Antonio Marcos Cyrillo enaltece a importância de prosseguir com a prevenção e cuidados sociais: “As medidas preventivas são as maneiras que hoje temos, de mais efetivas, para diminuir as chances de infecção pelo vírus, como higienizar as mãos com água e sabão, usar álcool a 70% (em gel ou líquido) e utilizar a máscara de proteção adequada para cada ambiente”.


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