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Remédio para piolho pode matar novo coronavírus em 48h, diz estudo

Medicamento também mostrou eficiência em testes in vitro contra outros tipos de vírus, como os que causam o HIV, a gripe, a dengue e o Zika

Fabio Previdelli Publicado em 06/04/2020, às 15h01

Imagem meramente ilustrativa de vírus
Imagem meramente ilustrativa de vírus - Pixabay

Em meio a pandemia do novo coronavírus, que se alastra por diversas regiões do mundo, a busca por um medicamento que possa frear — ou até mesmo conter — os efeitos do Covid-19 seguem sendo testados.

Desta vez, segundo testes realizados por cientistas da Universidade Monash, da Austrália, um medicamento que normalmente é usado para o combate de piolhos pode matar o vírus que causa o Covid-19. Tudo porque, uma droga existente no remédio pode impedir o crescimento do microrganismo em 48 horas.

A pesquisa, que foi divulgada na última sexta, 3, no periódico Antiviral Research, mostrou que a droga — conhecida como Ivermectina —, foi capaz de conter o crescimento do vírus quando foi testado em culturas de célula.

"Descobrimos que mesmo uma dose única poderia remover essencialmente todo o RNA viral por 48 horas e que mesmo às 24 horas havia uma redução realmente significativa [dessa célula]”, explicou a líder do estudo, Kylie Wagstaff, em um comunicado.

Além do Sars-Cov-2, o medicamento também mostrou eficiência em testes in vitro contra outros tipos de vírus, como os que causam o HIV, a gripe, a dengue e o Zika. “A Ivermectina é amplamente utilizada e vista como uma droga segura", explica Wagstaff. "No momento em que estamos, tendo uma pandemia global e sem um tratamento aprovado, se pudermos utilizar um composto que já está disponível em todo o mundo, isso ajudará as pessoas”.

Apesar dos resultados positivos, a equipe relembra que os medicamentos ainda estão sendo testados e que não há uma previsão de quando eles poderão ser utilizados. Por isso, especialistas pedem que as pessoas não comprem esse tipo de medicamento sem terem a real necessidade de seu uso, e que também não se automediquem. "Precisamos descobrir agora se a dosagem que pode ser usada em seres humanos será eficaz [contra o Covid-19]. Esse será o próximo passo”, concluiu Wagstaff.

Coronavírus no Brasil

Na tarde de ontem, 5, o Ministério da Saúde divulgos que o novo coronavírus no Brasil já infectou 11.130 pessoas, com 486 mortes. A atualização desses dados deve ocorrer na tarde de hoje.