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Roger Abdelmassih vai para a prisão domiciliar por conta da pandemia de coronavírus

Aos 76 anos, o ex médico poderá cumprir sua sentença de casa por um período de 90 dias

Redação Publicado em 14/04/2020, às 17h00

Ex-médico Roger Abdelmassih ao ser preso no Paraguai
Ex-médico Roger Abdelmassih ao ser preso no Paraguai - Divulgação

Nesta terça-feira, 14, a Justiça de São Paulo determinou que Roger Abdelmassih, condenado a 173 anos, 6 meses e 18 dias de reclusão pelo estupro de 56 pacientes, cumpra sua pena em regime domiciliar devido a pandemia de Covid-19. Até então, ele estava preso na penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, em Tremembé, município de São Paulo,

Larissa Maria Sacco Abdelmassih, sua advogada e esposa entrou com o pedido no fim de março, alegando que seu marido pertence ao grupo de risco da doença, devido a sua idade avançada, 76 anos.

A juíza do caso, Sueli Zeraik, disse que a concessão da prisão domiciliar para detentos do grupo de risco faz parte das recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em uma tentativa de minimizar as mortes dentro das penitenciárias.

A medida irá valer por 90 dias, quando a condição de saúde de Roger voltar a ser avaliada. O Ministério Público alegou que irá entrar com recurso para que a decisão seja revogada.

Abdelmassih, não deverá usar tornozeleira eletrônica devido à falta do equipamento no sistema prisional. O homem está estritamente proibido de sair de sua residência, a não ser que seja um caso de emergência médica.

Desde o início da pandemia de coronavírus, 61 outros detentos da penitenciaria de segurança máxima de Tremembé, estão cumprindo suas penas em prisão domiciliar, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).