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São Paulo confirma primeiro caso de reinfecção pelo novo coronavírus

É o segundo caso registrado no Brasil!

Wallacy Ferrari Publicado em 17/12/2020, às 09h32

Imagem ilustrativa de um teste positivo para coronavírus
Imagem ilustrativa de um teste positivo para coronavírus - Pixabay

Na noite da última quarta-feira, 16, a assessoria da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso de reinfecção do novo coronavírus no estado em uma mulher de 41 anos, residente de Fernandópolis, 550 km ao noroeste da capital paulista. O caso é o segundo de reinfecção no país, sendo o primeiro anunciado no último dia 10 em uma profissional da saúde.

O secretário de Saúde de Fernandópolis, Ivan Veronesi, explicou à TV Globo que a paciente não precisou ser hospitalizada, mas apresenta os mesmos sintomas do primeiro diagnóstico, constatados durante um exame laboratorial em junho. A mulher se curou, sendo diagnosticada novamente após 145 dias da contaminação inicial.

Após a constatação ser confirmada por um laboratório em São José do Rio Preto, município próximo a Fernandópolis, o genoma teve o sequenciamento identificado na capital, apontando que os dois exames tiveram linhagens distintas do vírus, podendo justificar a reinfecção.

Segundo o portal UOL, o Ministério da Saúde estima, desde a semana passada, 58 casos suspeitos de reinfecção no país, todos notificados por secretarias de saúde estaduais.

Brasil

Uma pesquisa divulgada em 18 de novembro por Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, apontou que os dados epidemiológicos da covid-19 no Brasil apontam que o acréscimo de casos em outubro e novembro indicam que o país passa por uma segunda onda de contaminação.

Na ocasião, o pesquisador explicou que o acréscimo será "mais parecido com o dos EUA do que com o da Europa, porque a Europa conseguiu controlar de verdade a transmissão, que voltou com força depois do verão, quando as pessoas foram viajar e trouxeram novas cepas do vírus para casa".