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São Paulo: Flexibilização da quarentena pode aumentar mortes por Covid-19 em 71%, dizem pesquisadores

Segundo projeções, estado pode registrar mais de 10 mil mortes nas próxima três semanas e alcançar um número total de vítimas semelhante ao de toda a Espanha

Fabio Previdelli Publicado em 15/06/2020, às 10h24

Imagem ilustrativa de um teste Coronavírus positivo
Imagem ilustrativa de um teste Coronavírus positivo - Pixabay

De acordo com projeções feitas por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o relaxamento da quarentena no estado de São Paulo pode provocar um aumento de 71% no número de mortes causadas por Covid-19. Isso até o início de julho.

Tudo porque, mesmo com um aumento significativo de casos confirmados no estado — que se tornou um dos mais afetados do país —, as medidas de distanciamento social começaram a ser relaxadas na primeira semana desse mês, com a abertura de alguns comércios e até mesmo shopping center.

Na primeira semana de junho, São Paulo já havia registrado 9.100 mortes por conta do novo coronvírus (cerca de 25% do número total de óbitos no Brasil). Se as medidas de distanciamento social fossem mantidas nos níveis de maio, as novas mortes por complicações causadas pelo novo coronavírus, até a primeira semana do próximo mês, atingiriam mais de 5.500 pessoas.

Agora, no entanto, segundo a projeção do grupo, esse número poderá bater a marca de mais de 10.300 óbitos. Assim, o estado de São Paulo alcançaria um total de 24.900 óbitos em três semanas, chegando a números semelhantes ao relatado em toda Espanha, que já registrou 27.136 mortes em todo o país.