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Temendo um possível apocalipse causado pelo coronavírus, israelense devolve artefato romano roubado

Arrependido de seus atos, ladrão decidiu devolver a pedra de uma catapulta de 2 mil anos de idade

Penélope Coelho Publicado em 18/03/2020, às 11h10

Pedra balista usada pelo exército romano foi roubada há 15 anos
Pedra balista usada pelo exército romano foi roubada há 15 anos - Divulgação

O surto de Covid-19 vem assustando diversas pessoas em todo o mundo. Temendo um apocalipse do vírus, um israelense decidiu se livrar de suas atitudes errôneas, e devolveu um artefato romano que ele havia furtado há 15 anos.  A pedra era utilizada em catapultas, ou, balistas, um tipo de artilharia anterior à pólvora, e provavelmente foi disparada durante o cerco de Jerusalém, há um pouco mais de dois mil anos.

O cidadão se sentindo culpado, não se identificou e usou um homem chamado Moshe Manies como intermediário para entregar o instrumento, que tem o tamanho de uma bola de boliche no Parque Nacional em Jerusalem. “Chegou a hora de limpar minha consciência. Parece que o fim do mundo está próximo”, disse o ladrão da pedra, de acordo com o Times of Israel. Além disso, Manies escreveu para o jornal dizendo “Nesse período, ele se casou e criou uma família, e me disse que nos últimos 15 anos a pedra pesa muito em seu coração".

Yuval Baruch, da Autoridade de Antiguidades de Jerusalém, disse que as armas antigas foram usadas pelas forças locais para lançar as pedras nas muralhas da fortalezas rivais. Muitos projéteis como esse foram encontrados nos arredores.

Temendo o fim do mundo, israelense anônimo devolveu a pedra antiga que furtou  / Créditos: Divulgação 

 

“As pedras balistas descobertas na cidade provavelmente estão ligadas às duras batalhas entre os moradores sitiados de Jerusalém e os soldados da Legião Romana, por volta de 70 EC - o ano da destruição de Jerusalém”, disse Baruch.