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Três recentes variantes do coronavírus são identificadas em SP pelo Instituto Butantan

As variantes foram detectadas nas regiões da Baixada Santista, Jardinópolis e Itapecerica da Serra

Giovanna Gomes, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 27/04/2021, às 11h38

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Pixabay

Pesquisadores do Instituto Butantan detectaram recentemente a presença de três novas cepas da Covid-19 no estado de São Paulo.

Conforme divulgado pela CNN, essas novas versões do vírus foram encontradas em diferentes regiões, sendo elas Itapecerica da Serra, Jardinópolis e também a Baixada Santista.

No caso de Jardinópolis, a variante encontrada foi a N9, a qual é uma mutação da variante amazônica, a P1. Em Itapecerica da Serra circula a B.1.318, cepa presente na Suíça e no Reino Unido.

Já na Baixada foi encontrada a variante sul-africana, chamada B.1.351 e que já havia sido detectada em Sorocaba. Segundo o Butantan, esta é a versão mais preocupante do vírus, enquanto as outras ainda não foram associadas a um agravamento dos casos de Covid-19.

“Esses estudos mostram que tem muita variante em São Paulo. Precisamos de políticas de contenção e respeitar o distanciamento para que a gente não fique espalhando variantes”, explica a vice-diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Instituto Butantan, Maria Carolina Quartim Barbosa Elias Sabbaga.

A instituição explicou que as detecções foram feitas na semana epidemiológica, que é quando os cientistas promovem o sequenciamento genômico de amostras positivas diagnosticadas nos laboratórios do próprio Instituto.

A partir dessas análises, os pesquisadores podem obter informações importantíssimas para o desenvolvimento de novas vacinas, além de que podem aprimorar os imunizantes já existentes.


Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 14,4 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 392 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.