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Trump afirma que 100 mil mortes por COVID-19 nos Estados Unidos seria um bom resultado

Em entrevista coletiva, o líder americano se mostrou preocupado com a projeção de mais de 2 milhões de mortes e busca conter o aumento

Wallacy Ferrari Publicado em 30/03/2020, às 09h00

Trump discursa no salão de imprensa da Casa Branca
Trump discursa no salão de imprensa da Casa Branca - Getty Images

Em entrevista coletiva no domingo, 29, o presidente dos EUA Donald Trump disse que, se o governo não fizer nada para evitar a propagação do novo coronavírus, cerca de 2 milhões de americanos podem morrer em decorrência da doença e, por isso, se conseguir estabilizar o número para “apenas 100 a 200 mil pessoas”, o governo teria feito um bom trabalho.

Líder no número de casos, os Estados Unidos se tornou o novo epicentro do COVID-19, com a confirmação de mais de 143 mil casos e mais de 2.500 mortes. O líder americano acredita que o pico da taxa de mortalidade em decorrência ao novo coronavírus seja atingida em duas semanas, com a queda numérica iniciando em junho.

No pronunciamento, Trump também anunciou que a Food and Drug Administration, agência estatal que regulamenta a comercialização de remédios e alimentos, autorizou um teste que aponta o vírus em menos de 5 minutos. O teste foi desenvolvido pela Abbott Labs e será disponibilizado para todos os cidadãos americanos e não somente aos que apresentam sintomas graves, como é atualmente

Em tom de otimismo, o presidente estendeu a quarentena para 30 de abril e espera que, em cerca de 60 dias, todas as atividades do país estejam estabilizadas: “Podemos esperar que até 1º de junho estejamos bem e no caminho da recuperação. Muitas coisas boas acontecerão”, acrescentou Trump.