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Vacina contra ômicron pode ser aprovada em até 4 meses

Declaração foi dada por Diretora Executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA)

Fabio Previdelli Publicado em 30/11/2021, às 17h05

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Imagem ilustrativa - Pixabay

A nova variante ômicron já está presente em todos os continentes do globo, o que tem gerado uma enorme incerteza como a pandemia poderá se desdobrar nas próximas semanas. 

Segundo pesquisadores italianos, conforme noticiado há pouco pela equipe do site  Aventuras na História, a nova cepa possui o dobro de mutações em relação à variante delta, embora seja cedo tirar conclusões em relação a sua letalidade, transmissão e adaptabilidade.  

Mesmo assim, órgãos europeus já se preparam caso seja necessário o desenvolvimento de uma nova vacina. Nesta terça-feira, 30, Emer Cooke, Diretora Executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), declarou que novos imunizantes contra a variante ômicron podem ser aprovados entre três e quatro meses. 

Entretanto, Cooke salienta que, até o momento, as vacinas disponíveis vêm se mostrando “eficazes contra as variantes circulantes”. Desta forma, pondera que existe a necessidade de “entender se será ou não esse o caso” com a nova cepa. 

Para isso, explica, um teste laboral está sendo feito e seus resultados devem estar disponíveis em duas semanas. Além do mais, as autoridades sanitárias apontaram que a União Europeia terá que considerar se a situação do continente se compara ao da África do Sul, visto que na Europa a população, por exemplo, tem uma média de idade muito maior.

Emer Cooke ainda explicou que, caso necessário, as empresas farmacêuticas terão que adaptar suas formulações para incluir um novo sequenciamento. Informando ainda que a EMA trabalha para que eles estejam “tão preparados e prontos quanto possível”.

Se houver necessidade de alterar as vacinas existentes, poderemos estar em posição de tê-las aprovadas dentro de três a quatro meses”, completou Cooke, enfatizando “que as vacinas atuais fornecem proteção”.

O ômicron

Conforme relatado na manhã de ontem, 29, pela equipe do site do Aventuras na História, a nova cepa já foi identificada em todos os continentes. Por conta disso, a União Europeia, os Estados Unidos e outros países suspenderam voos oriundos de alguns países africanos, onde os primeiros casos foram identificados. 

Além do mais, de acordo com a OMS, o número de mutações da variante ômicron pode fazer com que as vacinas não possuam a mesma proteção em relação a outras cepas. O diretor-geral da organização, o grego Tedros Adhanom afirmou que a B.1.1.529 pode apresentar um risco global “muito alto”

O caso mais marcante de infecções da nova cepa aconteceu no último final de semana em Portugal. Por lá, as autoridades sanitárias do país confirmaram que 13 jogadores do Belenense, clube de futebol que tem sede em Lisboa, foram contaminados com a cepa. 

Por conta disso, na última rodada do campeonato português, a equipe entrou em campo com apenas 9 atletas para enfrentar o Benfica, sendo que dois atletas eram goleiros — um deles jogou na linha. A equipe perdia por 7x0 quando o jogo foi encerrado logo nos primeiros minutos da segunda etapa.