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Em rede social, Abraham Weintraub ironiza chineses e pandemia do coronavírus com Turma da Mônica

O Ministro da Educação fez uma postagem trocando o "R" pelo "L" ao atribuir um culpado pela crise gerada, relacionando sotaque chinês com o Cebolinha

Wallacy Ferrari Publicado em 06/04/2020, às 07h59

Abraham Weintraub (à esq.) junto a capa compartilhada em suas redes sociais (à dir.)
Abraham Weintraub (à esq.) junto a capa compartilhada em suas redes sociais (à dir.) - Divulgação

Em uma publicação em uma rede social no último sábado, 4, o ministro da Educação Abraham Weintraub fez uso da imagem do personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, para satirizar a China, compartilhando frases em relação a crise da pandemia, ridicularizando o sotaque de muitos asiáticos com a língua portuguesa.

Trocando o “R” pelo “L”, o ministro redigiu o seguinte texto: “Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”.

Além de ironizar o sotaque na legenda da publicação, Weintraub anexou uma imagem contendo a capa de um gibi da Turma da Mônica onde os personagens visitam a China. Em nota à Folha de S. Paulo, a Maurício de Sousa Produções afirmou “não autorizar o uso de nossos personagens nessa postagem”.

Não foi o único caso nos últimos 30 dias que gerou uma crise diplomática com o país asiático; no dia 18 de março, Yans Wanming, embaixador da China no Brasil, criticou o deputado Eduardo Bolsonaro, que comparou a pandemia com o acidente nuclear de Chernobyl, em 1986, e culpando a China pela crise. O filho do presidente recuou no dia seguinte.