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Em 'Top Gun: Maverick', Cruise ressurge menos patriota e com novas causas

Mesmo com um hiato de 36 anos de sua continuação, Top Gun manteve a fórmula de sucesso? É o que vamos descobrir

Daniel Bydlowski, cineasta* Publicado em 28/05/2022, às 00h00

Cena de 'Top Gun: Maverick' (2022) - Divulgação/Paramount Pictures
Cena de 'Top Gun: Maverick' (2022) - Divulgação/Paramount Pictures

Se existe um fato absoluto sobre ‘Top Gun’ é que cenas aéreas sempre significam um desafio extra para o cinema, mas esse não parece ter sido o caso para este longa lançado em 1986 e que acaba de ganhar sua tão esperada continuação.

Mesmo com efeitos visuais mais limitados à época, o filme dirigido por Tony Scott e estrelado por Tom Cruise como Pete "Maverick" Mitchell, um piloto com grandes habilidades, apresenta sequências áreas tão bem coreografadas que não só permaneceram na memória de muitos cinéfilos, como trouxeram realismo ao que seria um duelo nos ares.

Isso já fica nítido logo nos momentos iniciais de ‘Top Gun – Ases indomáveis’, que funcionam como um prelúdio da emoção que estaria por vir nos minutos seguintes. Com roteiro assinado por Jim Cash e Jack Epps, a história é baseada em artigos de um jornalista israelense, Ehud Yonay, publicados em uma revista que fala sobre os jovens aspirantes à elite de pilotos navais da academia de caças americanos.

Divulgação/Paramount Pictures

Com a receita perfeita para grandes sucessos, romance, drama, ação e amizade, o longa faturou a maior bilheteria no ano em que foi lançado, US$ 356,8 milhões, e serviu como um trampolim para a carreira de sucesso do ator Tom Cruise e de muitos outros personagens históricos dele, tais como Ethan Hunt de ‘Missão Impossível’ e Jack Reacher.

De volta ao presente, em Top Gun: Maverick, Cruise agora com 59 anos, ressurge um pouco menos patriota, com novas causas e mais emotivas. E se na primeira parte do filme o ator utilizou um dublê, agora demonstra muitas de suas habilidades físicas e pasmem, a de pilotar caças. Sim, é ele quem pilota nas cenas.

Em um roteiro tão eletrizante quanto o primeiro, Maverick reapresenta apenas um dos outros personagens antigos, exigência inclusive de Tom Cruise para aceitar a nova empreitada, a presença de Tom “Iceman” Kazansky vivido por Val Kilmer diagnosticado com câncer de garganta em 2015.

Divulgação/Paramount Pictures

Kilmer faz uma breve aparição emocionante para convidar Cruise a treinar uma nova geração de pilotos, entre eles Bradley “Rooster” Bradshaw, vivido por Miles Teller, filho do seu melhor amigo Goose, morto em um treinamento. Fato que ainda assombra Maverick.

O roteiro não tem tantas surpresas comparado ao primeiro, ainda há uma certa nostalgia com um inimigo “desconhecido” a ser abatido e a adrenalina como mote principal. Mas Cruise entrega sem exceções o melhor de Hollywood e desta vez com apostas mais emocionais e dramáticas. 


Sobre o cineasta

O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas. É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em NewPort Beach como melhor curta infantil, no Comic-Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.