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Cidade submersa desaparecida há 12 mil anos pode ter sido descoberta

Arqueólogo amador diz ter encontrado vestígios de local que abrigou civilizações mais antigas que os maias, incas e astecas

Fabio Previdelli Publicado em 07/03/2022, às 10h29

O arqueólogo com registros do local
O arqueólogo com registros do local - Divulgação/ Arquivo Pessoal

Um arqueólogo amador ganhou notoriedade na imprensa americana ao afirmar ter encontrado as ruínas de uma antiga civilização na costa de St. Bernard Parish, no estado da Louisiana.

Segundo George Gelé, antes de tal achado, ele visitou o local por cerca de 40 vezes. Só depois disso constatou a presença de enormes montes de granito subaquáticos na região das Ilhas Chandeleur — que podem pertencer a uma cidade perdida há 12 mil anos. 

Em entrevista ao canal WWLTV, o arqueólogo amador aponta que a cidade, muito provavelmente, era cercada por terra seca antes de desaparecer, o que ocorreu em virtude do aumento do nível do mar ao final da última era do gelo. 

Arqueólogo com uma pedra que achou no local/ Crédito: Divulgação/Arquivo Pessoal

Gelé diz que o espaço, agora embaixo da água, foi casa de civilizações mais antigas que os maias, incas e astecas. "O que há lá embaixo são centenas de edificações cobertas de areia e lodo e que estão geograficamente relacionadas à Grande Pirâmide de Gizé".

Outros achados surpreendentes relacionados ao local são misteriosas massas de granito, visto que, segundo o arqueólogo, o material não é nativo da Louisiana e também do Mississipi, outro estado próximo à região. O fato o leva a pensar que o tipo de rocha foi trazido de um local distante da ilha. 

Alguém jogou um bilhão de pedras no rio Mississippi e as reuniu do lado de fora do que mais tarde se tornaria Nova Orleans".

Ao longo dos quase 50 anos que busca por vestígios dessa antiga civilização, George afirma ter feito diversas expedições junto ao pescador Ricky Robin. Segundo relatos do sujeito, a bússola de seu barco girou loucamente quando ele chegou perto do local onde ficaria a ponta de uma espécie de pirâmide. 

Através de imagens subaquáticas captadas por um sonar, a dupla diz ter registrado restos de grandes construções e de um monumento parecido com uma pirâmide. "É algo que produz uma energia eletromagnética incrível", disse Gelé. "Aparentemente, tinha 85 metros de altura”.

Imagem subaquática registrada por sonar/ Crédito: Divulgação/Arquivo Pessoal

O pescador também explicou que diversos outros companheiros de profissão relataram que misteriosas rochas quadradas já foram capturadas em suas redes enquanto tentavam pegar peixes na região. "Pensei imediatamente que eram pedaços da pirâmide porque era exatamente onde a bússola girava".

Apesar de todos os relatos, a descoberta ainda precisa ser analisada por especialistas que possam comprovar cientificamente se o achado se trata realmente da ilha ou não. Gelé, entretanto, afirma ter certeza do que encontrou. 

“Muitos destroços não são de lastros. Trata-se de arquitetura, superfícies externas, calhas de chuva e muito mais. Quem poderia ter construído uma estrutura de granito sólido aproximadamente do tamanho de grandes monumentos romanos nestas águas, agora cobertas de lodo? Se eles tinham ou não alguém em seu ombro que voou com um OVNI, eu não sei. Tudo o que sei é que eles deixaram um monte de rochas de granito lá fora”, completou.