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Governo norueguês pede perdão por criminalização contra homossexuais

Relação entre pessoas da mesma orientação sexual deixou de ser crime no país há 50 anos

Fabio Previdelli Publicado em 20/04/2022, às 13h08 - Atualizado às 14h11

Imagem meramente ilustrativa de bandeiras LGBT
Imagem meramente ilustrativa de bandeiras LGBT - Pixabay

Nesta quarta-feira, 20, o governo da Noruega emitiu um pedido oficial de desculpas à comunidade gay do paí,  pelo período em que a relação entre pessoas da mesma orientação sexual era considerada um ato criminoso. 

Quero, em nome do governo norueguês, pedir perdão, porque as pessoas homossexuais foram tratadas como criminosas e perseguidas pelas autoridades", disse Jonas Gahr Støre, primeiro-ministro trabalhista norueguês. 

A declaração foi feita à véspera do 50º aniversário da descriminalização da homossexualidade no país. "A lei tinha um valor simbólico importante, já que os homossexuais estavam expostos a múltiplas condenações, discriminação, calúnia e chantagem”, disse o governo em um comunicado oficial. 

"Criminalizar e perseguir as pessoas por suas vidas pessoais, tratá-las medicamente, estando em boa saúde, e privá-las de oportunidades profissionais são violações graves dos nossos valores", termina o texto. 

Homossexualidade como crime

Conforme aponta a AFP, dados do governo norueguês apontam que, entre 1902 e 1950, 119 homens foram condenados por manterem relações com seus pares. A homossexualidade era considerada crime do Código Penal até 21 de abril de 1972. 

A relação entre pessoas do mesmo gênero poderia ser condenada com a prisão, além de contribuir para o aumento da estigmatização da prática.

Apesar do avanço feito na Noruega, 69 países ainda condenação esse tipo de relação, o que pode levar os envolvidos a enfrentarem até mesmo a pena de morte em 11 deles, aponta relatório de 2020 da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexuais (ILGA).