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Desventuras / Pirâmides

Nova descoberta pode acabar com 'mistério secular' sobre construção das pirâmides

Descoberta em região inóspita e desértica, que envolve 31 pirâmides, pode acabar com mistério sobre a construção dos monumentos; entenda!

Fabio Previdelli

por Fabio Previdelli

fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 16/05/2024, às 15h49

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Imagem ilustrativa - Imagem de Simon Berger por Pixay
Imagem ilustrativa - Imagem de Simon Berger por Pixay

Pesquisadores descobriram uma ramificação do rio Nilo, há muito enterrada, que em outros tempos percorreu ao longo de mais de 30 pirâmides no Egito Antigo; o que potencialmente pode ajudar a resolver um grande mistério sobre como os antigos transportavam os enormes blocos de pedra usados para construir os monumentos. 

O braço, com mais de 64 quilômetros de extensão, passava pelo complexo da pirâmide de Gizé, entre outras maravilhas, mas ficou perdido sob o deserto e terras agrícolas por milênios, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira, 16. 

Sua existência explicaria por que as 31 pirâmides foram construídas em cadeia ao longo de uma faixa, que agora é inóspita e desértica, no vale do Nilo; entre 4.700 e 3.700 anos atrás.

+ Afinal, quantas pirâmides egípcias ainda existem?

A ramificação, que fica perto da primeira capital, Mênfis, inclui a Grande Pirâmide de Gizé — única estrutura sobrevivente das sete maravilhas do mundo antigo — e também das pirâmides de Khafre, Quéops e Mykerinos.

Há tempos, arqueólogos pensavam que os antigos moradores do Egito deviam ter usado algum canal próximo para transportar os materiais gigantes usados ​​para construir as pirâmides.

Mas ninguém tinha certeza da localização, da forma, do tamanho ou da proximidade desta megavia navegável ao local real das pirâmides", apontou Eman Ghoneim, principal autor do estudo, da Universidade da Carolina do Norte em Wilmington, nos EUA, ao The Guardian. 

A descoberta

Para o achado, a equipe internacional de pesquisadores usou imagens de radar por satélite para mapear o braço do rio, que chamaram de Ahramat — 'pirâmides' em árabe. A tecnologia lhes permitiu a "capacidade única de penetrar na superfície da areia e produzir imagens de características ocultas, incluindo rios enterrados e estruturas antigas", explicou Ghoneim.

Com levantamentos de campo e amostras de sedimentos do local, a equipe confirmou a presença da ramificação do rio, conforme descrevem em estudo publicado na revista Communications Earth & Environment.

Antes poderoso, o braço do rio está cada vez mais coberto de areia, potencialmente começando durante uma grande seca há cerca de 4.200 anos, dizem os pesquisadores. As pirâmides de Gizé ficavam num planalto a cerca de um quilômetro das margens deste braço.

Além disso, muitas das pirâmides tinham uma "passarela elevada cerimonial" que corria ao longo do rio antes de terminar nos Templos do Vale, que serviam como portos, disse Ghoneim.

O que indica que o rio desempenhou "um papel fundamental no transporte dos enormes materiais de construção e trabalhadores necessários para a construção da pirâmide", finalizou.