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Desventuras / Egito

Revestimento especial: As pirâmides do Egito eram originalmente brancas

Contando com um cuidadoso polimento, as pirâmides do Egito chegavam a refletir a luz solar

Wallacy Ferrari Publicado em 27/06/2022, às 18h22

Montagem relaciona pirâmide branca com estado atual de pirâmides no Egito - Getty Images / Divulgação / DK Find Out!
Montagem relaciona pirâmide branca com estado atual de pirâmides no Egito - Getty Images / Divulgação / DK Find Out!

As pirâmides do Egito chamam atenção até os dias atuais, atraindo milhares de visitantes diariamente em diversos pontos do país africano. Grandiosas, as edificações milenares também angariam pesquisas de historiadores e entusiastas sobre os motivos, métodos e usos no passado.

Contudo, um dos mistérios mais debatidos em relação a sua construção trata-se do propósito estético pelo qual a construção teria, justamente, um formato piramidal tão grandioso, sendo possível ser visto de tão longe.

Ao contrário do que muitos pensam, ela não apenas era um relevo de destaque em meio ao deserto, mas em seus anos iniciais, contava com uma coloração branca, como revelou o professor de história Vitor Soares.

Acumulando mais de 25 mil seguidores em suas redes sociais, Vitor apresenta o podcast Desventuras na História, promovido pelo portal Aventuras na História, disponível nas principais plataformas de streaming de áudio.

Vítor Soares explicou que, na etapa final da confecção das pirâmides, elas eram cobertas com um revestimento de pedra calcária branca, que não apenas cobria a construção por completo, como era revestida o suficiente para reverberar a luz solar.

O professor acrescentou que, no topo das construções milenares, ainda havia um item para sagrar o luxo e grandeza dos imperadores que ordenavam as obras: "A ponta da pirâmides, que chamamos de piramídio, podia ser feito de ouro ou, as vezes, de meteorito", explicou.

Como ficaram beges?

Os piramídios tiveram origens variadas, com algumas levadas para museus e outras com destinos desconhecidos. Contudo, as paredes externas das piramides, que mantinham o revestimento branco, perderam suas características primordiais devido aos efeitos do tempo, como Vitor enalteceu.

O que nós vemos hoje em dia das grandiosas pirâmides do Egito é como se fossem o esqueleto delas, afinal, foram mais de 4 mil anos tomando ventos fortes, muito sol e muita areia", esclareceu Soares.

Dessa forma, a degradação fez com que os gigantescos tijolos estruturais de barro se destacassem. Eles também podem sofrer com os efeitos do tempo e se deteriorarem, mas atualmente ocupam a camada externa das pirâmides.