Como fazíamos sem... Transporte coletivo?

Quem tinha um pangaré, tinha tudo

Redação AH Publicado em 27/04/2017, às 09h04 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h35

Lotação do Paquistão com a decoração típica
Lotação do Paquistão com a decoração típica - Wikimedia Commons
COMO FAZÍAMOS SEM 

Antes que existissem ônibus ou linhas de metrô circulando pelas cidades, havia pouca alternativa para quem queria se deslocar do ponto A ao ponto B. A tração animal era o motor de carruagens e carroças e quem não possuía esses veículos andava a pé. "Na Roma antiga, havia ruas pavimentadas e transporte por meio de carroças movidas a cavalos e burros. Na Idade Média europeia, elas transportavam a carga mais difícil por ruas estreitas e curvas. O cavalo continuava a ser o meio de transporte rápido e para poucos", explica Pedro Paulo Funari, professor da Universidade Estadual de Campinas.

As diligências foram o primeiro transporte coletivo. Elas consistiam de vagões protegidos por couro e comportavam 4 pessoas ou mais. Foi durante a Revolução Industrial que apareceu o sistema que conhecemos hoje, com a invenção das máquinas a vapor e, em seguida, das locomotivas. O primeiro trem data de 1822. A primeira linha de metrô foi criada na Inglaterra em 1863.

No Brasil, o primeiro coletivo chegou em 1859 - o bonde, no Rio de Janeiro. Em 1872, eles chegaram a São Paulo. Em 1890, começaram a circular na cidade os primeiros bondes elétricos, operados pela Companhia de Carrris de Ferro de São Paulo, de propriedade da Light, a empresa canadense de energia elétrica. No final da década de 40, foi implantado o sistema de trólebus, ônibus elétricos importados dos EUA e da Inglaterra. Os ônibus movidos a diesel circulariam a partir dos anos 60, com a desativação da circulação de bondes em São Paulo. A primeira linha de metrô do país começou a operar, também em São Paulo, em 1974, mais de um século depois do surgimento do metrô em Londres.