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Entenda a importância de Santiago Ramón y Cajal para a neurociência antiga e moderna

Conheça a a vida e as descobertas do importante patologista espanhol

Redação Publicado em 07/02/2022, às 16h14

Santiago Ramón y Cajal
Santiago Ramón y Cajal - Clark University in 1899, Domínio Público, Wikimedia Commons

Provavelmente ninguém saberia dizer quem Santiago Ramón y Cajal se tornaria ao observar o início de sua trajetória. Nascido em 1852 em Petilla de Aragón na Espanha, quando ainda jovem, foi aprendiz de barbeiro e de sapateiro. Ele queria ser artista, suas habilidades com desenho eram evidentes nas obras publicadas.

Porém, o pai de Santiago era professor de anatomia e o convenceu a estudar medicina. Em 1880 começou a publicar trabalhos científicos, dos quais se destaca o Manual de Histología normal y Técnica micrográfica (Manual de histologia normal e técnica micrográfica).

Além disso, Cajal publicou mais de 100 artigos em jornais científicos franceses e espanhóis, especialmente sobre a estrutura fina do sistema nervoso, do cérebro e da medula espinhal, incluindo também a dos músculos, outros tecidos e diversos assuntos na área de patologia geral.

Santiago foi o primeiro a isolar as células nervosas cerebrais, que ainda hoje se chamam células de Cajal. Por isso, ganhou o prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina (1906), com o citologista italiano Camillo Golgi.

Falecido em 1934, Cajal passou boa parte da vida fascinado pelo cérebro, tendo inclusive, juntado todo o dinheiro que ganhara como oficial do exército para comprar um microscópio antigo. Ele queria descobrir se as células que formavam o cérebro eram individuais ou se estavam todas interconectadas.

O trabalho que lhe rendeu o Nobel foi resultado de estudos de muitos anos. Camillo Golgi desenvolveu uma técnica de coloração utilizando nitrato de prata e Cajal desenhou tudo o que viu e apresentou suas descobertas ao Congresso da Sociedade Anatômica Alemã na Universidade de Berlim. Assim, pôde-se ver que cada célula era fisicamente individual e um dos maiores questionamentos da época foi esclarecido.

Assim como as células que ainda levam seu nome, as imagens de Cajal continuam sendo utilizadas na neurociência contemporânea para demonstrar a arquitetura precisa do cérebro, incluindo memória e todos os aspectos do pensamento humano.


Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo, Programação em Python e formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associações e sociedade de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo; especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.