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Testeira

Técnicas forenses confirmam que pescador neolítico morreu por afogamento

Impressionante estudo contou com a tecnologia para resolver um caso de 5.000 anos

Fabiano de Abreu* Publicado em 29/05/2022, às 08h00

Registro do esqueleto encontrado - Divulgação/Pedro Andrade
Registro do esqueleto encontrado - Divulgação/Pedro Andrade

Um caso há aproximadamente 5.000 anos agora foi resolvido com a ajuda de novas tecnologias e perícias forenses realizadas por uma equipe multidisciplinar da Universidade de Southampton

O estudo assegurou que afogamento por água salgada foi a causa de morte de um homem neolítico cujos restos mortais foram descobertos numa vala comum na costa do norte do Chile uma vez que foi detetada a presença de diatomáceas no interior dos ossos da vítima.

A presença deste tipo de algas no interior dos ossos dos corpos das vítimas leva a uma elevada hipótese que se tenham afogado. Isto porque se tivessem morrido antes de entrarem na água, não teriam engolido água salgada. 

Crédito: Divulgação

A certeza que este individuo tinha morrido por afogamento em água salgada vem também de outras análises. Como se pode ler no artigo publicado no Journal of Archaeological Science, a equipe ao longo das pesquisas encontrara uma variedade de partículas marinhas.

Algas fossilizadas

Estas partículas incluíam algas fossilizadas, ovos de parasitas e sedimentos, que não teriam sido detectados pelo teste padrão de diatomáceas. Todos estes dados em conjunto ajudaram a chegar à conclusão. 

O indivíduo encontrado numa vala comum era um caçador-recolector masculino com idade compreendida entre os 35 e os 45 anos. O estado dos seus ossos insinuava que ele era pescador, pois havia sinais de arpoamento frequente, remo e colheita de marisco. Isto fez dele o candidato ideal para estudar para sinais de afogamento e para provas do acontecimento que levou à sua morte.

Como as outras ossadas que estavam enterradas no mesmo local não apresentavam as mesmas características, podemos supor que o individuo terá morrido num acidente isolado de menor dimensão e não num evento catastrófico.


* Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo, Programação em Python e formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associações e sociedade de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo;