Testeira

Thomas "Tommy" Shelby dos Peaky Blinders, tem inteligência DWRI

Antes de falar do personagem, entenda o que é a inteligência DWRI – 'Development of wide regions of intelectual interference' ou em português, 'Amplas regiões relacionadas à inteligência desenvolvidas’

Fabiano de Abreu Publicado em 28/05/2021, às 14h47

O ator Cillian Murphy como Thomas Shelby em Peaky Blinders
O ator Cillian Murphy como Thomas Shelby em Peaky Blinders - Divulgação/Netflix

A capacidade de alguém em habilidades verbais, numéricas, lógicas e espaciais, mesmo
quando medidas por um teste de QI não definem a inteligência DWRI. Posto isto, um sujeito de alto QI nem sempre possui uma inteligência DWRI podendo ser dotado apenas inteligências determinadas. Ou seja, uma pessoa pode ser possuidor de uma lógica, ter um alto QI mas ter ao mesmo tempo variáveis cognitivas, como défices que influenciam.

Ter uma inteligência DWRI significa conseguir desenvolver todos os tipos de inteligência englobando nesta experiência o seu património genético, os seus interesses e as suas experiências de vida que no final resultam numa inteligência global e não apenas direcionada sem ser portador de nenhuma variável cognitiva.

Imagem meramente ilustrativa / Crédito: Divulgação/ Edar/Pixabay

 

Conforme é de conhecimento geral existem dois tipos de inteligência, a lógica e a cognitiva que embora trabalhem em consonância são, na verdade, realidades distintas. A inteligência DWRI é hereditária, aparecendo já na formação embrionária sendo responsável pelo imaginário, pelo entendimento do que nos cerca, pela formação da personalidade e da condição da inteligência.

Pessoas que possuem uma inteligência DWRI costumam ser mais ponderadas e equilibradas e, mesmo plenamente conscientes das suas capacidades são humildes e não cedem a chamados egocêntricos e narcisistas. Estes traços advêm sobretudo pela noção de que ser mais humilde acarreta mais vantagens, incluindo para o próprio.

Outra característica que prevalece nestes indivíduos é a forte capacidade de controle emocional sem que com isso perca a capacidade de socializar. Segundo concluí em meu estudo, indivíduos com Qi superior a 99 de percentil e que possuam inteligência DWRI têm mais probabilidades de sucesso profissional e pessoal não apenas pelo domínio da lógica mas pela sua capacidade de socializar e reforçar ramificações sociais que irão interferir no progresso, na carreira e no meio acadêmico.

Cheguei a pensar em escrever um artigo sobre a personalidade deThomas Shelbye como ele desenvolve as suas capacidades em todos os âmbitos conferindo-lhe uma inteligência DWRI. Seria algo minucioso pois há até mesmo detalhes que as pessoas não percebem ou a cognição pode trazer à percepção. Nuances que o definem, mas que o colocam em contradição interna, como muitos superdotados. Mas farei um pequeno resumo básico:

Sua frieza não é exatamente uma frieza, pelo contrário, ele é até bastante emotivo. Na realidade ele é extremamente racional e tem o poder de manipular seu próprio sistema límbico através do seu córtex pré-frontal. No filme a guerra o transformou, mas na realidade, sua personalidade e inteligência consegue criar fortes engramas de memórias cuja experiência o define como uma personalidade que se fixa em memórias bem demarcadas.

É nítido que ele sente as pessoas e suas intenções, por mais que pensemos que ele deixou de prever tal situação, não podemos esquecer que ele é humano e seu sistema límbico, região da emoção, não vai deixar de interferir e mais, a fadiga relativo ao estresse por excesso de problemas, o posiciona em uma economia mental que não o deixa examinar os fatos mais friamente. Algo absolutamente normal já que não somos máquinas. Às vezes situações em que a desconfiança se revela não são apuradas devido a esta economia decorrente de excesso de acontecimentos negativos.

Tem que se entender que no caso dele, que possui intensa emoção, pontos negativos não deixam de ser extremos e o lado racional tenta equilibrar. Isso é bem explicado no próprio amor pela esposa que faleceu, como se fosse única e insubstituível. Também no irmão mais velho, na tia, no filho, etc. Como havia referido, não é frieza, é controle.

Repare que mesmo que a situação seja caótica, ele sempre busca na calma a melhor reflexão, isso é um ato extremamente inteligente e difícil, mas pessoas DWRI não encontram dificuldade nisso, soa natural mesmo que pese mentalmente.

Também há o perfeccionismo, como ele cuida da empresa, da família, das roupas que veste, tudo nos mínimos detalhes. É um bom mecanismo de precipitação, antecipando e evitando que os problemas sejam agravados. É típico de pessoas com superdotação que premeditam possibilidades futuras.

Sua expressão corporal também faz parte do controle das emoções. Ele sempre demonstra não estar preocupado, aparenta estar bem, com boa postura. É a consciência de que as expressões aderem à cognição e criam impressões definidas. Isso é feito com inteligência e nos DWRI, é natural, é típico de uma cognição bem desenvolvida.

A liderança é natural em pessoas DWRI, ser líder sem parecer ser "chefe" e assim conquistar as pessoas, criando um vínculo de dependência, aprovação, admiração, entre outros, para conquistar as pessoas e ter menos inimigos.

Há muitos outros comportamentos que o definem com a personalidade de uma pessoa DWRI, entre eles a vontade de ler, aprender, conhecer todos os setores e, principalmente, não julgar. Mas acima citei alguns exemplos relevantes que facilitam no entendimento do que seria a inteligência DWRI que descobri e tive aprovação do comitê para ser publicado em revista científica e hoje, ser referência de estudos.


Sobre o autor

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista com Mestrado e Doutorado em Ciências da Saúde nas áreas de Neurociências e Psicologia pela universidade EBWU nos Estados Unidos e na Université Libre des Sciences de l'Homme de Paris. Ainda na área da neurociência, pós-graduação na Universidade Faveni do Brasil em neurociência da aprendizagem cognitiva e neurolinguística e Especialização em propriedade elétricas dos neurônios e regiões cerebrais na Universidade de Harvard nos Estados Unidos. Pós-Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal, Mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio, membro da Unesco e Neuropsicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica. Especialização em Nutrição Clínica e Riscos Psicossociais pela TrainingHouse de Portugal e Filosofia na Universidade de Madrid e Carlos III na Espanha. 

Integrante da SPN - Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC - Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS - Federation of European Neuroscience Societies - PT30079 e membro da Mensa, sociedade de pessoas de alto QI com sede na Inglaterra.


**A seção 'coluna' não representa, necessariamente, a opinião do site Aventuras na História


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