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Em imagens: 10 anúncios ridiculamente sexistas do passado

Propagandas mostravam os 'erros' que as mulheres podiam cometer, como ter cheiro, lavar louça, menstruar, e, claro pesar demais - ou de menos

Redação Publicado em 03/10/2019, às 08h00

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- Reprodução

Evelyn está numa festa, desacompanhada. Amigas discutem sobre o que levou a pobre moça a não ter um namorado. A conclusão? Seus seios pequenos. Mas, espere! Isso pode ser resolvido com um simples creme. E voilà! Trinta dias depois, Evelyn está confiante com seios perfeitamente modelados, pronta para encontrar um marido.

Parece paródia, mas não é. A história faz parte de um dos anúncios veiculados em revistas femininas entre o final do século 19 e a primeira metade do século 20. Para vender não só cirurgia plástica em pote, mas também sabonetes íntimos, maquiagem, produtos para aumentar ou reduzir medidas, cintas modeladoras, remédios para TPM e cólicas menstruais.

Graças à artista norte-americana Cynthia Petrovic, algumas dessas propagandas podem ser vistas na sua página do Facebook, chamada “Do I Offend?”. Todas são retiradas da coleção de revistas femininas antigas de Petrovic, que procura selecionar as mais repulsivas, ofensivas e ridículas e acrescentar uma dose de ironia. Segundo a artista, o objetivo é chamar atenção para algo que não ficou no passado: a estratégia da mídia de vender body shaming para o público feminino. Na descrição da página, ela já avisa: “prepare-se para ser ofendida”.

Isso porque cada mínimo detalhe na apresentação da mulher deveria ser perfeito, desde a aparência até o odor e o estado de espírito dela. Caso contrário, ela acabaria sozinha, já que ser boa mãe e zelar pela casa não era o suficiente. E, claro, havia produtos certos para cada um desses possíveis “defeitos”.

Certo anúncio resume a ideia geral: era preciso viver como se estivesse num concurso de beleza. Todos os dias.

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Crédito: Reprodução

 

"Apresentando as perdedoras." Propaganda sobre as candidatas à aeromoça recusadas pela companhia aérea Eastern por não se encaixarem no modelo de perfeição extrema exigido pela empresa. 

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"Ele não me beija mais". Segundo o anúncio, trocar batom comum e gorduroso por um da marca Tangee é a solução.

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"Ela era uma garota de um só encontro". Propaganda do cereal All-Bran da Kellongg's para combater a constipação, que, segundo a marca, podia acabar com as chances de uma garota chegar ao segundo encontro. 

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"CASPA! Ela está prestes a perder seu copiloto. Com o Head & Shoulders, poderia tê-lo mantido."

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"Sofri por cólicas menstruais". A propaganda do Feminicin, remédio contra cólicas, dá voz ao marido para falar sobre a questão: "Sinto pena de qualquer mulher que sofra de cólicas menstruais. Mas também sinto pena por seu marido", diz o anúncio. 

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"Que pessoa azeda com a qual me casei! Correção... Ele é um doce!" Como o sabonete íntimo Lysol salvou o casamento de Jane. 

7.

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"Cabelo bonito, olhos bonitos, dentes bonitos... MAS esses charmes são desperdiçados se ela usa o desodorante errado."

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"Se homens odeiam olhar para você _leia isto_. Milhares de garotas magrelas ganham de 5 a 10 kg - rápido!". Durante a Grande Depressão, magreza virou sinal de miséria, e ser magra saiu de moda. Produtos à base de leveduras garantiam ganho de peso para ter o novo corpo ideal.

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"Ela era a esposa perfeita, exceto por um desleixo. (...) Era descuidada com a sua higiene íntima. E o seu marido trocaria com prazer todas as virtudes dela para corrigir essa falha."

10.

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"Minha mãe sempre me disse para usar calcinhas bonitas para o caso de ser atropelada por um carro". Propaganda de roupas íntimas da marca Eiderlon - a ideia é que, se a menina tiver suas roupas rasgadas num desastre, for encaminhada para o hospital e vista por outras pessoas, que ainda tenha uma boa aparência.