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Non Ducor Duco: A simbologia do brasão da cidade de São Paulo

Símbolo da maior cidade do Brasil resume sua história de forma romantizada, evocando o protagonismo da cidade

Redação AH Publicado em 25/01/2019, às 08h00

Bandeira da cidade de São Paulo
Bandeira da cidade de São Paulo - Getty Images

O brasão da cidade de São Paulo é obra de um poeta, Guilherme de Almeida, que teve o auxílio de José Wasth Rodrigues, em 1916. A dupla venceu um concurso da prefeitura e recebeu o equivalente hoje a 6 mil reais. O brasão passou a valer em 8 de março de 1917. Em 1986, por ordem do prefeito Jânio Quadros, foi adaptado para se adequar às leis internacionais da heráldica. Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, seu uso foi proibido por determinação de Getúlio Vargas.

Brasão da cidade de São Paulo Wikimedia Commons

No alto, a coroa de Portugal tem oito torres, cinco visíveis - e guarda um erro. Por padrão heráldico, as portas abaixo das torres deveriam ser pretas. Há uma suposta licença poética para mostrar que a população recebe visitantes “de portas abertas”. Mas a cor correta para isso seria a branca, não a vermelha.

O escudo vermelho tem formato igual ao de Portugal, homenagem aos descobridores do Brasil. A cor foi escolhida por fazer menção a "vitórias, ardis e guerras", segundo a prefeitura da cidade. Dentro do escudo, há um braço armado que segura uma bandeira com haste em forma de lança. Nunca passou por São Paulo alguém vestido com uma armadura. Mas o braço simboliza "ação proveitosa, forte e contínua".

A bandeira, chamada de "pendão farpado", é uma homenagem aos bandeirantes. A cruz da Ordem de Cristo era usada nas caravelas. A haste em forma de lança também foi colocada em homenagem aos bandeirantes. Segundo a prefeitura, é uma alusão "à machada aventureira" de homens como Raposo Tavares e Fernão Dias - hoje nomes de rodovias.

Ramos de cafeeiro dão a volta no brasão, para representar a principal atividade econômica da região. 

Abaixo do escudo, está o dístico "Non Ducor Duco", em latim, que quer dizer "Não sou conduzido, conduzo". De acordo com a lei que regula o uso do brasão, ele "recorda a origem de nossa raça, traduz com a mimosa energia o que é a nossa história, estímulo e exemplo para os demais irmãos".