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Conferência de Yalta: O mundo repartido

Reunião entre os líderes aliados decidiu o futuro do mundo – quem ficaria de qual lado da Cortina de Ferro

Letícia Yazbek Publicado em 04/02/2019, às 06h00

Churchill, Roosevelt e Stalin
Churchill, Roosevelt e Stalin - Wikimedia Commons

Entre 4 e 11 de fevereiro de 1945, os chefes dos governos dos Estados Unidos, União Soviética e Winston Churchill se reuniram em segredo na cidade de Yalta, na Crimeia.

A conferência foi o segundo de três encontros – além de Teerã e Potsdam –, entre Franklin Roosevelt, Winston Churchill e Josef Stalin, com o objetivo de encerrar a Segunda Guerra Mundial e repartir as zonas de influência entre o oriente e o ocidente. Isto é, quem seria “influenciado” pela União Soviética ou os demais aliados – quem teria um regime marxista e quem seria capitalista. Países tradicionalmente aliados ao mundo ocidental, como a República Checa e a Polônia, caíram sob a órbita soviética.

Os três líderes assinaram um documento confirmando o fim da guerra e a paz entre os países envolvidos.O documento também determinava o fim do nazismo, do fascismo e da influência alemã sobre o resto do mundo, assim como a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação. Cada zona seria anexada aos respectivos territórios da Grã-Bretanha, Estados Unidos, União Soviética e França. A União Soviética também passou a controlar os países do leste europeu e a parte leste da Alemanha, instalando governos favoráveis nas mãos dos comunistas locais.