Em imagens: O ritual canibal dos tupinambás

Da captura à boca, o que acontecia com os inimigos dos índios no século 16

Redação Publicado em 28/04/2017, às 12h03 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h35

Para os tupis, alimento para o espírito
André Ducci
HISTÓRIA ILUSTRADA 

Os exploradores e missionários da época do descobrimento fizeram vários relatos sobre antropofagia entre os tupis, etnia que ocupava todo o litoral brasileiro. Eles se dividiam em duas culturas rivais, os tupinambás e tupiniquins. Os primeiros eram aliados dos franceses, os segundos, dos portugueses. Viviam em guerra e tratavam os cativos europeus da mesma maneira que seus adversários indígenas: como alimento para corpo e espírito, em sua interpretação de que, ao comer um guerreiro, se absorvia sua força. 

O ritual antropofágico foi descrito em detalhes pelo mercenário alemão Hans Staden, que naufragou na costa de São Paulo em 1550, foi pego pelos tupinambás, e presenciou todo o processo. 

O próprio Staden estava destinado a virar almoço, mas conseguiu, a muito custo, convencer os tupinambás de que não era um português e até ficar amigo deles. Ele é a fonte principal desta matéria.

Um parêntesis importante aqui: alguns historiadores questionam toda a narrativa da antropofagia como uma construção colonialista. Ou ao menos alguns detalhes dela, como toda essa parte do sexo. Não há ritual semelhante em nenhum grupo indígena atual - o mais perto são os ianomâmis, que consomem seus entes queridos na forma de cinzas. 


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