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Marcas de Bala: A camisa do fuzilamento de Maximiliano, Imperador do México

A foto denuncia as marcas de bala na camisa do imperador - conheça essa história

Redação AH Publicado em 16/02/2019, às 06h00

A camisa do Imperador Maximiliano, por François Aubert
A camisa do Imperador Maximiliano, por François Aubert - Wikimedia Commons

O pintor francês François Aubert  aprendeu a fotografar no México, onde abriu um estúdio em 1864. Parecia destinado a uma existência pacata, registrando a vida da alta-sociedade do país, até que foi envolvido em um acontecimento que entrou para a História. Napoleão III, da França, pretendia criar um “muro latino” contra a expansão dos Estados Unidos no sul do continente. Invadiu o México em 1862 e criou ali um império. Para o posto de imperador, escolheu o austríaco Maximiliano de Habsburgo. 

O imperador importado fez um grande governo. Modernizou a capital, investiu em educação e saúde, mas não resistiu à instabilidade política do país. Tropas do liberal Benito Juarez o prenderam e o fuzilaram. Aubert saiu do estúdio e registrou todo o processo.

Sua foto do fuzilamento serviu de modelo para o quadro de Édouard Manet sobre a morte do imperador. Mas foi a camisa com furos de bala que passou à posteridade. “Metáfora do corpo do imperador morto, a camisa é um objeto de piedade, que carrega as marcas do martírio como o Santo Sudário”, registra Michel Frizot, em Histoire de Voir (sem tradução). “É a fotografia – a crença que exibe a verdade da visão – que cria a relíquia.”